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    SP: Família de engenheiro morto após ato pró-Lula autoriza doação de órgãos
    CNN Brasil·01 de nov., 13:15

    SP: Família de engenheiro morto após ato pró-Lula autoriza doação de órgãos

    A família do engenheiro ambiental Marcelo Oliveira Rocha autorizou a doação de órgãos do jovem de 28 anos , que morreu após ser agredido após um ato em apoio a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Santos, no litoral de São Paulo, no sábado (24). Em entrevista à CNN Brasil , o pai de Marcelo contou que, apesar de nunca terem conversado sobre isso com o jovem, sabem que ele concordaria com a atitude. “A decisão foi de todos da família, pois ele era tão bom que de onde ele estiver, seria a vontade dele também, de ajudar o próximo”, afirmou.

    Leia Mais Polícia prende quarto suspeito de homicídio de empresário em SP Corpo encontrado em rio é de empresário desaparecido em SP Corpo é encontrado durante buscas por empresário desaparecido em SP Os familiares não impuseram restrições quanto aos órgãos. Foram considerados úteis para doação o rim, pâncreas, fígado e as córneas, que ajudaram quatro pessoas que aguardavam transplantes, de acordo com o pai do jovem. Marcelo foi enterrado na última quarta-feira (28) no Cemitério Congonhas, na zona Sul da capital paulista.

    Ele era estudante de mestrado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e formado em Engenharia Ambiental pela instituição. Marcelo era estudante de mestrado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). • Reprodução / Redes Sociais Relembre o caso Marcelo participava de uma apresentação musical pela banda Esquerdantina durante uma manifestação em apoio à reeleição do então candidato à presidência, Lula, na noite do sábado (24), pré dia de eleição, na região da avenida Conselheiro Nébias, em Santos.

    Na ocasião, o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro quando foi abordado por um grupo de pessoas que roubaram seus pertences e o agrediram, segundo informações divulgadas pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo). Com a demora, os amigos procuraram por Marcelo e o encontraram inconsciente. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e foi encaminhado inicialmente à Santa Casa de Santos.

    Posteriormente, foi transferido para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Unifesp, onde teve a morte cerebral confirmada na segunda-feira (26) devido às lesões na cabeça. Suspeitos apreendidos A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento no crime. Segundo as investigações, cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de participação foram identificados até o momento.

    Após a morte de Marcelo, o caso passou a ser investigado como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. O pai de Marcelo aponta uma possível motivação política e homofóbica para a agressão. A Polícia Civil afirmou que o boletim de ocorrência foi registrado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos que e investiga o ocorrido, a motivação e a identificação dos envolvidos.

    *Sob supervisão de Carolina Figueiredo ]]>

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