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    Stellantis, dona da Fiat e Jeep, cria 80 ‘salas de guerra’ para corrigir falhas
    InvestNews·28 de out., 14:40

    Stellantis, dona da Fiat e Jeep, cria 80 ‘salas de guerra’ para corrigir falhas

    O CEO da Stellantis , Antonio Filosa, afirma que as cerca de 80 “salas de guerra” criadas para resolver problemas de qualidade, em conjunto com medidas abrangentes para aumentar a eficiência, mostram que seu plano de recuperação está funcionando. Filosa disse que vem reunindo equipes de engenharia, qualidade e produção para trabalhar com especialistas dos fornecedores do grupo. A empresa combinou essa iniciativa com o uso de inteligência artificial para ajudar a corrigir problemas nos veículos que elevaram os gastos com reparos e garantias.

    O executivo, que apresentou nesta quarta-feira resultados do terceiro trimestre acima das expectativas, também afirmou que o grupo está bem posicionado para superar as metas de economia no próximo ano. As declarações, feitas durante uma teleconferência com analistas, fizeram as ações subirem 12% nas negociações em Milão, a maior alta intradiária desde abril de 2025. Leia também The Wall Street Journal Carros chineses agora dominam o maior salão do automóvel da Europa.

    E o bloco reage The Wall Street Journal ‘Range Rover da Temu’: como um carro chinês caiu nas graças de consumidores britânicos A Stellantis busca deixar para trás um período marcado por problemas de qualidade, atrasos no lançamento de novos produtos e dificuldades para acompanhar uma concorrência mais acirrada. Os defeitos nos veículos incluíam problemas antigos e novos, que abalaram a confiança dos consumidores e afastaram clientes. Entre os problemas está o sistema de bateria de 12 volts, que apresentou diversas falhas, incluindo o esgotamento da carga e a consequente impossibilidade de dar partida nos veículos.

    “Há 15 meses, estávamos atrás da concorrência”, disse Filosa em entrevista. ” Modelos de gerações anteriores equipados com motores a gasolina PureTech apresentaram falhas devido à degradação prematura da correia dentada banhada a óleo. Entre os problemas atuais estão riscos de incêndio em veículos híbridos Jeep Wrangler.

    O grupo contratou milhares de engenheiros nos últimos dois anos e planeja contratar centenas de profissionais adicionais. Ainda assim, persistem as preocupações diante do número de novos recalls envolvendo veículos da Stellantis. “Não há sinal de que os recalls vão acabar”, escreveu o analista do HSBC Michael Tyndall em um relatório neste mês.

    Segundo ele, a Stellantis teve mais 18 campanhas de recall no terceiro trimestre, envolvendo, no total, 3,4 milhões de veículos. Muitos exigem que os proprietários levem os carros a uma concessionária para os reparos. Durante a entrevista, Filosa afirmou que está acelerando os esforços para reduzir custos e compensar a inflação dos preços das matérias-primas e a concorrência cada vez mais intensa de rivais americanos e chineses.

    As medidas incluem ganhos de eficiência nas fábricas, ajustes na logística e redução de custos junto aos fornecedores, disse Filosa. Como exemplo, a Stellantis está retomando alguns processos de fabricação que antes eram realizados por fornecedores, como a estampagem a quente na América do Norte, afirmou o CEO, de 53 anos. O grupo também está examinando componentes em busca de oportunidades de economia, como os chicotes elétricos, conjuntos de fios responsáveis por distribuir energia e sinais de dados por todo o veículo.

    Nesse caso, a Stellantis busca reduzir o uso de cobre, “que é um material muito, muito caro”, disse Filosa. O CEO afirmou que seu plano estratégico de cinco anos, que ele reavalia semanalmente, está “no caminho certo” até o momento, sem atrasos nos lançamentos de novos modelos. Ainda assim, as ações acumulam queda de 56% neste ano.

    Mais cedo nesta quarta-feira, a Stellantis informou que os esforços de reestruturação poderão praticamente dobrar a economia de custos neste trimestre, para até US$ 700 milhões, ante cerca de US$ 350 milhões nos três meses encerrados em 30 de setembro. O grupo continua “muito satisfeito” com suas 14 marcas, e nenhuma está à venda, afirmou Filosa na entrevista à Bloomberg. ” ]]>

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