Super El Niño alcança intensidade recorde para setembro, meses antes do período em que o fenômeno costuma atingir seu pico
O evento climático Super El Niño bateu recorde ao alcançar 2,1°C na anomalia média de temperatura na região central do Pacífico . O índice foi alcançado em setembro de 2026 e é considerado um nível “muito forte” , segundo o último relatório emitido pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos). Historicamente, o fenômeno costuma atingir seu ápice em outubro e fevereiro , com maior frequência em novembro e dezembro.
A intensidade atual coloca o mês de setembro também como um dos meses mais afetados. A previsão é que, a partir de agora, o El Niño afete cada vez mais o planeta . O NOAA estima uma chance de 75% de que o evento supere a intensidade registrada desde 1950.
Considerado um dos maiores das últimas décadas, o fenômeno pode causar impactos no clima do planeta que podem durar até o ano de 2027. Leia Mais Super El Niño pode ser o mais devastador desde início dos registros El Niño de 2026/2027 pode ser o mais intenso desde 1950, segundo NOAA Super El Niño: chega a 95% as chances de um evento fortíssimo no fim de ano El Niño causará temporais fortes e calor extremo no planeta A instabilidade no clima causada pelo El Niño será intensa tanto no calor, quanto no frio. Segundo uma projeção publicada na revista Climate Impact Lab, ligada a pesquisadores da Universidade de Chicago, o calor extremo pode provocar cerca de 451 mil mortes adicionais entre junho de 2026 e fevereiro de 2027, em comparação a um ano normal.
El Niño: Entenda os impactos globais do fenômeno climático | CNN PRIME TIME Com o aumento da temperatura média Global, isso representa 44% de dias a mais de calor intenso do que seria esperado em um ano normal. Segundo o relatório, as condições devem se aproximar de temperaturas que seriam esperadas apenas nas próximas duas décadas Por outro lado, também é esperado temporais que podem aumentar a instabilidade do solo e elevar a vulnerabilidade de regiões que já apresentam risco de alagamentos e deslizamentos. O aumento persistente das temperaturas tem consequências grandes para os ecossistemas, além de aumentar os riscos para comunidades costeiras e nações insulares de baixa altitude, ou seja, aquelas que vivem em ilhas cobertas por águas.
É por este motivo que, no Brasil, as áreas mais próximas ao mar sofrem com ressacas marítimas ou fortes vendavais. Segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da Nottus, os desastres continuarão se intensificando nessas regiões. “O fenômeno de agora em diante já é considerado muito forte e vai continuar esquentando, podendo atingir níveis históricos e recordes nos próximos meses.
Isso é o que caracteriza o fenômeno, ou seja, as condições de temperatura na região do Pacífico Equatorial Central”. O que é o El Niño? O El Niño acontece quando há um aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, o que altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas.
Todo esse processo afeta o planeta, mas, no caso do Brasil, há uma variação de impactos entre as diferentes regiões do país, que vão desde excesso de chuva e alagamentos até secas intensas e falta de água nos reservatórios. Normalmente, os ventos no Pacífico sopram de leste para oeste, ou seja, da América em direção à Oceania e à Indonésia. Isso faz com que as águas mais quentes sejam deslocadas por essas correntes de ar, mantendo as áreas próximas à América do Sul com águas mais frias.
O fenômeno altera o equilíbrio entre ventos, pressão e umidade devido ao aumento da temperatura no Oceano Pacífico . Quando isso acontece, há aumento na evaporação, os ventos ficam mais fracos e a água quente que normalmente fica próxima à Oceania se espalha, aquecendo as águas próximas à América do Sul, que são geralmente mais frias. Isso causa desequilíbrios com consequências em escala global Super El Niño?
Quais efeitos podem ser provocados no Brasil ]]>
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