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    Supermercados BH supera última barreira no Cade e avança para formar grupo de R$ 35 bilhões
    InvestNews·24 de set., 15:25

    Supermercados BH supera última barreira no Cade e avança para formar grupo de R$ 35 bilhões

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a segunda operação envolvendo o Supermercados BH e a DMA Distribuidora , dona das bandeiras EPA, Mineirão e Brasil Atacarejo. O negócio prevê a aquisição, pelo grupo mineiro, de 114 lojas de varejo em Minas Gerais. A operação é parte do acordo anunciado em abril pelas duas companhias, que prevê a integração de suas atividades.

    Na época, as empresas informaram que o grupo combinado teria cerca de 600 lojas, além de centros de distribuição e postos de combustíveis, com atuação em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. Juntos, DMA e Supermercados BH vão formar um grupo com cerca de R$ 35 bilhões em receita anual. Leia também Negócios Na era do consumidor mais saudável, a nova corrida da indústria de alimentos acontece nos ingredientes Negócios St.

    Marche acerta venda para a Cencosud e entra com recuperação judicial O primeiro passo regulatório do negócio havia sido aprovado pelo Cade em maio. Na ocasião, o órgão autorizou a transferência de 40 lojas do DMA, além de três postos de combustíveis e dois centros de distribuição. Com o novo aval, o Supermercados BH avança sobre outra parte dos ativos previstos no acordo.

    O negócio analisado inicialmente envolvia 120 lojas, mas seis unidades foram retiradas do contrato depois que o Cade declarou a operação complexa e apontou preocupações concorrenciais em torno desses estabelecimentos. Ficaram fora da transação lojas localizadas em Venda Nova, em Belo Horizonte; Veneza, em Ribeirão das Neves; Siderurgia, em Ouro Branco; Vila Joana D’Arc, em Lagoa Santa; Distrito Industrial, em Itajubá; e Cinira de Freitas, em Sarzedo. Segundo o parecer do Cade, as empresas apresentaram um aditivo ao contrato em 3 de setembro.

    As seis unidades permanecerão sob controle do DMA. Com a alteração, a operação passou a envolver 114 lojas (103 supermercados e 11 atacarejos). O Cade informou que, após a operação, o DMA continuará com 17 lojas de varejo em Minas Gerais.

    Gigante de R$ 35 bilhões O acordo anunciado em abril une dois dos maiores grupos supermercadistas do país. O Supermercados BH, fundado pelo empresário Pedro Lourenço , o Pedrinho BH dono do Cruzeiro, tinha 409 lojas e faturamento de R$ 26 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A companhia ocupava a quarta posição no ranking do setor.

    A DMA, por sua vez, registrou receita de R$ 9 bilhões no mesmo ano e aparecia na 14ª colocação. Para o Supermercados BH, a operação representa uma expansão geográfica. A rede, que concentra sua presença em Minas Gerais e no Espírito Santo, passaria a atuar também na Bahia e em Pernambuco por meio das bandeiras do DMA.

    O negócio também reforça a consolidação do grupo como um dos principais nomes do varejo alimentar brasileiro. A companhia combinada teria escala para negociar com fornecedores, ampliar a eficiência logística e disputar espaço com grandes redes nacionais, como Carrefour e Assaí, além de grupos regionais. Rivalidade em Minas Gerais Na análise, o Cade identificou sobreposição entre as atividades do BH e do DMA em 107 unidades distribuídas por 18 municípios mineiros.

    Em 16 mercados, a operação foi analisada pelo rito sumário. Nos outros 91, o órgão avaliou a possibilidade de exercício de poder de mercado. A conclusão foi de que a operação não teria potencial para reduzir de forma relevante a concorrência.

    O Cade apontou a presença de redes nacionais, regionais e locais capazes de rivalizar com o grupo combinado. Também pesaram na decisão o crescimento dos mercados analisados entre 2021 e 2025, a ausência de barreiras específicas à entrada de novos concorrentes e a existência de inaugurações e planos de expansão de outras redes. Em Belo Horizonte, onde foram analisados 67 mercados relevantes, o órgão afirmou que os concorrentes tinham, em conjunto, mais lojas e check-outs do que as empresas envolvidas na operação.

    Em algumas regiões, BH e DMA também haviam perdido participação ao longo dos últimos anos. O Cade ressaltou ainda que os cálculos de participação de mercado poderiam estar superestimados, já que nem todos os concorrentes responderam ao teste de mercado. Com a exclusão das seis unidades consideradas mais sensíveis, o órgão concluiu que não havia probabilidade de exercício de poder de mercado e aprovou a operação sem impor outras condições.

    Procurados, DMA e Supermercados BH não responderam. ]]>

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