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    InvestNews·07 de nov., 13:52

    Suposto caso do CEO da Nvidia seria espiã chinesa em busca de segredos da gigante da IA

    Uma executiva próxima ao CEO da Nvidia, Jensen Huang, está sendo investigada por uma suposta atuação para uma agência de espionagem chinesa. Ela teria sido recrutado para coletar informações sobre o executivo. A revelação foi publicada na sexta-feira (6) pelo jornal The New York Times .

    Conforme o relato, autoridades de inteligência dos Estados Unidos já haviam informado ao governo sobre a situação e os órgão de segurança passaram a monitorar o caso. A reportagem citou fontes anônimas que afirmaram ter tomado conhecimento da vigilância conduzida pelos EUA sobre Alice Huang, executiva da empresa de tecnologia asiática Megaspeed International. Integrantes do governo souberam das acusações por meio de um memorando de inteligência, segundo o Times .

    O Financial Times , em reportagem publicada na noite de sexta-feira (8), apontou que oficiais americanos acreditam que os dois mantinham um relacionamento amoroso. Leia também Negócios Apple supera Nvidia e volta a ser a empresa mais valiosa do mundo Alice Huang supostamente tem ligações com o Ministério de Segurança chinês, que buscava obter detalhes sobre os chips de inteligência artificial dos EUA. Além de coletar informações, a executiva, potencialmente, buscaria persuadir a Nvidia a tentar disponibilizar seus semicondutores mais sofisticados ao mercado do país asiático.

    Não ficou claro quando ou como ela conheceu Jensen Huang. Leia também The Wall Street Journal O recado das urnas nos EUA: a resistência aos data centers ameaça o avanço da IA O caso ganhou urgência após as eleições legislativas de meio de mandato ( midterms ) nos EUA, que deram aos democratas o controle do Congresso. Parlamentares republicanos também intensificaram a apuração sobre as ligações de Huang com a suposta espiã.

    O comitê sobre a China, da Câmara dos Deputados dos EUA, afirmou, em comunicado divulgado na quinta-feira, ter enviado uma carta a Jensen Huang solicitando “sua participação em uma audiência conjunta a portas fechadas”. “A carta detalha as preocupações dos parlamentares em relação às interações de Huang com a executiva da Megaspeed, Alice Huang, publicamente apontada como um ativo da inteligência chinesa, bem como aos protocolos de segurança da companhia contra a espionagem de adversários estrangeiros”, declarou o painel em nota. Leia também Economia Super Intelligence Force: Por quê os EUA decidiram criar uma polícia para a IA?

    A Megaspeed faz parte da rede de parceiros de nuvem da Nvidia. Sediada em Cingapura, a empresa adquire equipamentos da fabricante americana de chips e aluga capacidade de processamento para desenvolvedores de IA. Em nota divulgada após a publicação da reportagem do The New York Times , a Nvidia declarou que seus parceiros de nuvem “não nos pedem para buscar mudanças na legislação dos EUA nem para interceder em favor de vendas para a China”.

    A empresa acrescentou que “qualquer um que buscasse informações confidenciais por meio de nossos clientes parceiros de nuvem teria chegado a um beco sem saída. Nós não temos e não compartilhamos informações sigilosas com clientes”. Leia também Economia Google e Intel derretem: a conta da IA está chegando?

    Questionada sobre o relato do Financial Times a respeito do suposto relacionamento romântico, a Nvidia remeteu a declarações anteriores de Jensen Huang, nas quais ele sustentou manter apenas uma relação estritamente comercial com Alice Huang. A CIA (Agência Central de Inteligência) e o Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional não responderam de imediato aos pedidos de comentário. Em entrevista na semana passada, Jensen Huang já havia defendido suas tratativas com a Megaspeed, classificando-as como “normais e corriqueiras”, além de enfatizar que a companhia conduziu verificações para garantir que a parceira não enviou ilegalmente processadores de inteligência artificial da Nvidia para a China.

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