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    Money Times·25 de set., 14:46

    Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11): XP contraria BTG e BBI, recomenda as duas — mas tem uma favorita

    A XP Investimentos destoou de outras casas nas recomendações para Suzano (SUZB3) e Klabin ( KLBN11 ) . Embora também tenha uma preferência entre as duas, a corretora vê espaço para ambas aproveitarem o momento mais favorável dos preços da celulose no curto prazo e reiterou recomendação de compra para os dois papéis. Para a Suzano, a XP estabeleceu preço-alvo de R$ 60 , o que representa potencial de valorização de 31,61%.

    Já para a Klabin, o preço-alvo é de R$ 24 , com upside de 31,29%. Apesar de enxergar um bom espaço para as duas, a XP considera a Suzano o melhor ativo para capturar o atual “momentum” positivo dos preços da celulose. MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "SUZB3", "SUZB3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "9e3a3f8" } ); A leitura difere das recomendações recentes de BTG Pactual e Bradesco BBI , que também enxergam a Suzano como a principal escolha no setor, mas adotam uma postura mais cautelosa com a Klabin.

    Em relatório publicado nesta semana, o BTG classificou a atual recuperação da celulose como um “miniciclo”, puxado principalmente pela retomada das compras chinesas, estoques menores e oferta mais restrita. O banco recomendou compra para Suzano, com preço-alvo de R$ 72, mas manteve Klabin com recomendação neutra e alvo de R$ 23. Leia mais: Suzano (SUZB3) x Klabin (KLBN11): BTG escolhe ação para surfar ‘miniciclo’ da celulose e vê potencial de 50% O Bradesco BBI foi na mesma direção.

    O banco manteve a Suzano como sua principal escolha entre as produtoras de celulose, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 59, mas rebaixou Klabin de compra para neutra e reduziu seu preço-alvo de R$ 24 para R$ 21. A XP, portanto, compartilha a preferência pela Suzano, mas se diferencia ao manter uma visão positiva também para KLBN11. O que sustenta Suzano e Klabin no curto prazo?

    Segundo a XP, o setor de papel e celulose ficou significativamente atrás do mercado nos últimos 12 meses, pressionado pela valorização do real e pelos fundamentos mais fracos da commodity. O cenário, porém, tornou-se mais favorável no curto prazo. Entre os fatores citados estão a menor disponibilidade de celulose no mercado spot, a redução dos estoques e a inflação de custos enfrentada pelos produtores integrados chineses.

    A casa também destaca os recentes anúncios de reajustes de preços da celulose para setembro e outubro de 2026. No caso da Suzano, a companhia anunciou um novo aumento para outubro, reforçando a percepção de melhora no mercado. MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "KLBN11", "KLBN11" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "9446d6c" } ); Com isso, SUZB3 e KLBN11 acumularam altas entre 5% e 15% no último mês, segundo os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano.

    Na avaliação da XP, a disponibilidade limitada no mercado spot, a entrada restrita de nova oferta durante o terceiro trimestre, a queda dos estoques e a pressão sobre os custos dos produtores integrados devem continuar dando sustentação aos preços da celulose no início do quarto trimestre. Um dos sinais dessa pressão vem da matéria-prima utilizada pelos produtores chineses. Os preços dos cavacos importados do Vietnã avançaram US$ 20 por tonelada no acumulado do ano.

    Proteção contra incertezas A XP também enxerga Suzano e Klabin como alternativas defensivas em um ambiente de maior incerteza macroeconômica. Segundo a casa, o ciclo eleitoral brasileiro e o aumento das tensões geopolíticas podem manter a volatilidade elevada, favorecendo empresas de menor beta e com receitas denominadas em dólar. É nesse cenário que Suzano e Klabin aparecem como alternativas de hedge para os portfólios, segundo os analistas.

    Suzano ou Klabin? Embora recomende compra das duas ações, a XP enxerga características diferentes para cada tese. A Suzano é considerada a melhor opção para capturar diretamente a melhora dos preços da celulose no curto prazo.

    Já a Klabin oferece, na avaliação da casa, um perfil de risco menor, devido à exposição relativamente mais baixa ao excesso de capacidade do mercado chinês de celulose e ao portfólio mais diversificado de produtos. Os valuations também ajudam a sustentar a recomendação. A XP calcula um FCF yield — rendimento do fluxo de caixa livre em relação ao valor de mercado — recorrente de 8,1% para Suzano em 2027 e de 6,9% para Klabin.

    Esse retorno pode melhorar conforme os investimentos das empresas convergem para níveis de manutenção e as duas companhias avancem no processo de desalavancagem. Até 2030, a XP estima que os FCF yields reais podem alcançar entre 11% e 12%. Curto prazo positivo, longo prazo ainda preocupa A visão mais construtiva para as ações no curto prazo não significa, porém, que a XP tenha se tornado otimista com o ciclo estrutural da celulose.

    A casa continua cautelosa com os preços da commodity no longo prazo e trabalha com uma premissa de US$ 560 por tonelada para a celulose de fibra curta, ou BHKP, a partir de 2028. Entre os principais riscos estão a baixa rentabilidade dos produtores de papel, a entrada de aproximadamente 10 milhões de toneladas de capacidade integrada na China entre 2026 e 2028 e novos projetos de celulose de mercado. Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)?

    Bradesco BBI rebaixa uma ação, corta alvos e escolhe sua única compra no setor A XP cita especificamente o Oki II, da APP, previsto para o primeiro trimestre de 2027, e o projeto Sucuriú, da Arauco, esperado para o quarto trimestre daquele ano. Outro ponto de atenção é uma eventual queda dos preços dos cavacos de madeira na China. Para a XP, esse risco se tornou mais crível diante da intenção chinesa de reduzir gradualmente a dependência de produtos semimanufaturados importados e elevar a competitividade de sua indústria.

    Assim como BTG e BBI, portanto, a XP separa a melhora conjuntural da celulose de seus desafios estruturais. A principal diferença está nas recomendações: enquanto BTG e BBI mantêm postura neutra para Klabin, a XP ainda vê uma relação entre risco e retorno atrativa nas duas companhias e recomenda compra tanto de SUZB3 quanto de KLBN11. Entre elas, porém, Suzano continua sendo a favorita para capturar o momento positivo dos preços da celulose.

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