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    Taiwan, ONU e a Defesa da Ordem Internacional
    Revista Oeste·26 de set., 18:00

    Taiwan, ONU e a Defesa da Ordem Internacional

    *Dr. Lin Chia-lung A ordem internacional baseada em regras enfrenta forte pressão. Estados autoritários tentam enfraquecer suas salvaguardas e redefinir normas globais em benefício próprio, afrontando princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, como a solução pacífica de controvérsias e a proibição da ameaça ou do uso da força.

    A comunidade internacional vive um momento decisivo: ou agimos unidos para defender o Estado de Direito e a paz, ou assistiremos ao esfacelamento da ordem global, arrastando consigo a liberdade, a autodeterminação e a democracia. Essa escolha é cristalina na primeira cadeia de ilhas do Indopacífico. A segurança regional sofre com a crescente pressão da China , que emprega táticas de "zona cinzenta" — intimidação militar, intrusões cibernéticas e coerção econômica — para alterar unilateralmente o status quo.

    + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Na linha de frente da democracia, Taiwan manterá a estabilidade regional. A paz no Estreito de Taiwan — via marítima crucial e artéria vital para as cadeias globais de suprimento — é um interesse compartilhado por todos, como reforçado por declarações do G7 e de diversos fóruns multilaterais entre EUA, Japão, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia. Essa ordem também é solapada pela distorção deliberada da Resolução 2758 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Adotada em 1971 para tratar da representação chinesa na ONU , seu texto não menciona Taiwan, não define seu status político nem aborda sua participação no sistema global. Ao fundir a resolução ao seu suposto "princípio de uma só China", Pequim tenta isolar Taiwan, criando um precedente jurídico perigoso e um pretexto para futuras ações militares. v=9XFwWIPXxM0 A despeito da exclusão, Taiwan atua como força para o bem.

    Líder global em semicondutores, inteligência artificial e tecnologia, o país constrói cadeias de suprimento seguras e resilientes. Pelo "Projeto de Prosperidade com Aliados Diplomáticos", impulsiona o desenvolvimento com parcerias concretas: o sistema integrado de informação em saúde no Paraguai, a reserva estratégica de combustível em Eswatini e a saúde digital no Hospital Nacional de Palau. O presidente eleito da 81ª Assembleia Geral da ONU, Khalilur Rahman, definiu como prioridades a restauração da confiança e a transformação institucional.

    Taiwan compartilha dessas metas. Contudo, recuperar a credibilidade da ONU exige tratar cada membro com justiça e tal transformação jamais estará completa enquanto um parceiro construtivo continuar excluído. Instamos a comunidade internacional a honrar a inclusão e a solução pacífica de controvérsias.

    O mundo livre precisa de Taiwan — e uma ONU mais forte necessita de sua participação significativa para consolidar a segurança coletiva, a resiliência tecnológica e a capacidade de resistir à pressão autoritária. * Dr. Lin Chia-lung é Ministro das Relações Exteriores da República da China (Taiwan) O post Taiwan, ONU e a Defesa da Ordem Internacional apareceu primeiro em Revista Oeste .

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