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    Tarcísio defende desistência de Zema e união da direita
    Revista Oeste·28 de set., 18:55

    Tarcísio defende desistência de Zema e união da direita

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta segunda-feira, 28, que a direita concentre forças na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A manifestação ocorreu durante o anúncio da saída de Ricardo Salles (Novo) da disputa pelo Senado paulista. + Leia mais notícias de Política em Oeste Em entrevista a jornalistas, Tarcísio apresentou a decisão de Salles como um exemplo de composição política que poderia ser reproduzido na corrida presidencial.

    Embora tenha ressaltado seu respeito por Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que “a matemática se impõe nesse momento” e associou a união das candidaturas à possibilidade de a eleição terminar já no primeiro turno. v=pqb7FOF2_K4 A movimentação acrescenta um novo componente à pressão que Zema já enfrentava dentro do próprio Novo, conforme informou Oeste na sexta-feira 25. Desde então, integrantes do partido passaram a defender publicamente uma concentração de votos em Flávio.

    Marina Helena, candidata a deputada federal por São Paulo, aderiu ao nome do PL depois de conversar com Zema. Em Minas Gerais , Marco Antônio “Superman” Costa, candidato do Novo ao Senado , também se posicionou pela saída do ex-governador da disputa. Eduardo Girão, candidato a vice na chapa, adotou posição contrária e defendeu sua permanência.

    Salles afirmou que continuará ao lado de Zema enquanto ele estiver na corrida presidencial, posição que classificou como uma “obrigação moral”. Ressalvou, porém, que também respaldaria o correligionário se ele optasse pela renúncia. Para o deputado, a perspectiva de uma vitória sobre Lula (PT) ainda no primeiro turno seria um elemento a ser considerado nessa decisão.

    Cálculos de Tarcísio sobre importância de Zema Os números das pesquisas estão no centro desse cálculo. Na Quaest divulgada nesta segunda-feira, Lula registrou 39% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro e 1% de Romeu Zema. Em relação ao levantamento de 21 de setembro, Lula tinha 37% e Flávio, 33%.

    Em uma simulação de segundo turno, Lula e o senador aparecem agora empatados numericamente, com 42% cada, dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais. Leia mais: "Salles retira candidatura ao Senado e declara apoio a Derrite e André" Dados do Datafolha também indicaram o destino potencial de parte dos votos de Zema em um confronto entre Lula e Flávio. A partir de duas pesquisas realizadas em setembro, 48% dos eleitores do candidato do Novo disseram que escolheriam Flávio no segundo turno, enquanto 25% migrariam para Lula e 27% votariam em branco ou anulariam.

    A margem de erro desse segmento é de 11 pontos porcentuais. Apesar das articulações, a assessoria de Zema afirmou ao Estado de S. Paulo nesta segunda-feira que ele não pretende abandonar a eleição.

    Caso Zema posteriormente decida renunciar, o Novo não poderá apresentar outro candidato em seu lugar. O prazo para substituições terminou em 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno. Nesta altura do calendário eleitoral, Zema também não poderia trocar sua candidatura pela disputa de outro cargo.

    Formalizada e homologada a renúncia pela Justiça Eleitoral, ele ficaria fora da disputa e poderia dedicar-se às campanhas de outros candidatos. O post Tarcísio defende desistência de Zema e união da direita apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>

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