Tarcísio diz que Supremo está dividido em grupos que buscam “autoproteção”
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (17) que o STF (Supremo Tribunal Federal) está dividido em grupos que buscam “autoproteção” diante da crise envolvendo integrantes da Corte. “O Judiciário está sangrando”, afirmou Tarcísio durante agenda em Itapetininga, no interior paulista. Para o governador, o Supremo vive uma “crise sem precedentes” e os próprios ministros precisam dar uma resposta aos questionamentos que atingem o tribunal.
Leia Mais: Lula vira campanha para o bolso e tenta tirar STF do centro Flávio conta com Tarcísio para manter força em SP em eventual 2º turno Real Time: 64% aprovam trabalho de Tarcísio; 33% desaprovam “Não dá para a sociedade imaginar ou admitir que o Supremo agora vai se dividir para se proteger, e é o que a gente está vendo. Dois blocos, dois times ali buscando autoproteção”, disse. Tarcísio afirmou ainda que magistrados devem ser investigados quando houver questionamentos sobre suas condutas.
“Por que magistrados não podem ser investigados ou não têm que prestar contas? Todo mundo tem que prestar contas”, afirmou. As declarações ocorrem dois dias depois de uma sessão marcada por divergências entre ministros do Supremo durante a análise dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Na terça-feira (15), o plenário discutiu se os procedimentos relacionados aos dois ministros deveriam tramitar de forma conjunta. O julgamento foi suspenso após Flávio Dino pedir vista , com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção das análises separadas. Nesta quinta-feira, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu remarcar a análise do caso envolvendo a conduta de André Mendonça , que estava prevista para a próxima quarta-feira (23).
Uma nova data ainda será definida. Tarcísio também atribuiu parte da crise atual a posicionamentos políticos adotados por integrantes do próprio tribunal. “É uma crise sem precedentes e, se a Suprema Corte, a instância máxima do Judiciário, está imersa numa crise desse tamanho, é uma crise que, cá para nós, foi o próprio Supremo que se envolveu e por posicionamentos políticos.
Enfim, de repente eles deixaram de se comportar como juízes que são”, afirmou. O governador defendeu que o tribunal seja, nas palavras dele, “passado a limpo”, com transparência na apuração dos fatos. Tarcísio tem 53% no 1º turno em SP; Haddad, 36%, aponta pesquisa | CNN NOVO DIA Tarcísio também afirmou que a crise no Supremo tem provocado insegurança jurídica e disse que, na avaliação dele, o mercado já considera o chamado “risco Supremo” em suas projeções.
“É inadmissível você imaginar, e o mercado já está precificando, que o risco Supremo seja tão importante nas projeções quanto o risco fiscal”, disse. Na semana passada, Tarcísio já havia afirmado que o STF atravessava uma “crise de credibilidade como nunca antes viveu” e defendido investigação e responsabilização diante dos questionamentos envolvendo integrantes da Corte. Nesta quinta, o governador voltou a defender que o próprio Supremo encontre uma saída para a crise e desejou que Fachin tenha “sabedoria” para conduzir o tribunal.
“Meus votos é que o presidente do Supremo tenha a sabedoria para conduzir o tribunal nesse momento difícil, que o tribunal possa ser passado a limpo e que entregue para a sociedade aquilo que a sociedade espera dele”, concluiu. Quem são os candidatos a governador de São Paulo em 2026 ]]>
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