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    Tarcísio e Haddad fazem ‘debate nacional’ e citam Lava Jato, crise fiscal, Lula e Bolsonaro
    Revista Oeste·30 de set., 04:13

    Tarcísio e Haddad fazem ‘debate nacional’ e citam Lava Jato, crise fiscal, Lula e Bolsonaro

      + Entenda o que é Política em Oeste Infiltração do crime organizado Logo no início do debate, o tema discutido foi segurança pública, a maior preocupação dos eleitores paulistas, de acordo com as pesquisas.   “Os fatos desmentem uma posição do meu adversário em relação à presença do Comando Vermelho no Estado”, acusou Haddad. “Há uma infiltração do crime organizado em vários municípios do interior.

       Ainda segundo o petista, São Paulo vem “batendo recorde de feminicídios”. “Você está falando que tudo está melhorando. O crime organizado está infiltrado nas instituições.

      Em resposta, Tarcísio de Freitas afirmou que o governo do Estado fez “um trabalho muito sério na segurança pública”. “Todos os indicadores criminais estão caindo e são os menores da história.   “Temos de celebrar a vitória sobre a Cracolândia, uma chaga social que assolava o centro da capital”, prosseguiu o governador.

    “Sabemos que tem muita coisa para fazer. Dói cada vez que vemos uma mãe de família ser assaltada na rua. ”   Saúde Ainda no primeiro bloco, Tarcísio escolheu o tema saúde e elencou uma série de realizações da atual administração.

    “Entregamos os hospitais de Peruíbe e Bertioga, agora vamos entregar clínica e maternidade em São Vicente, além de hospitais em Cubatão e no Guarujá.    “Criamos aqui a Tabela SUS Paulista, que está fazendo a diferença. Com recursos do Estado”, continuou Tarcísio.

      “O governo federal está participando cada vez menos do financiamento da saúde. Pode conversar com qualquer prefeito. Onde o calo está apertando?

      Leia também: "Minuto a minuto: veja como foi o debate entre Tarcísio e Haddad em SP" Haddad, por sua vez, criticou as filas no Sistema Único de Saúde (SUS). “A fila não anda porque a regulação é mal feita. Não há uma gestão inteligente da fila da saúde em São Paulo.

    Você não tem uma quantidade de hospitais-dia para desafogar os hospitais gerais.   “Você tem ideia do tamanho do caos que foi herdado do nosso governo por causa da pior gestão do mundo que vocês fizeram da pandemia? ”, indagou Haddad.

    “Você tem ideia do estoque de procedimentos represados ​​por causa da pior gestão do mundo de uma pandemia que aconteceu aqui? Temos 2,7% da população mundial e tivemos 10% das mortes por covid no mundo”, completou.   “Temos problema no crédito.

    As empresas estão com dificuldade, estão quebrando e entrando em recuperação judicial. O que você tem a falar para os pais de família que estão perdendo seus empregos?   “Vocês criaram um arcabouço fiscal frouxo e ele foi descumprido logo no início do governo, na largada.

    Não admitir que o governo gasta muito pode ser classificado como negacionismo fiscal”, prosseguiu Tarcísio.   Novamente tentando nacionalizar o debate, Haddad disse que o governo Bolsonaro deu “calote” nos precatórios. “Temos dois calotes na história do Brasil democrático: o do Collor na poupança e o do Bolsonaro nos precatórios.

    Quem pagou foi o nosso governo, no primeiro ano”, afirmou o petista. “Você pode reclamar da taxa de juros e eu também reclamo. Porque é a mesma que eu recebi.

    Ela deveria estar mais baixa”, completou.   “Temos uma despesa primária em relação ao PIB que agora está em 20%. Temos uma dívida que cresceu de 71% para 83%.

    Estamos vendo a economia patinando, as pessoas endividadas e as empresas quebrando”, afirmou o governador. “Vocês gastam mais do que arrecadam”, prosseguiu Tarcísio. “Aqui a gente gasta menos do que arrecada.

    Fizemos três anos seguidos de superávit primário, não de déficit. ” Leia também: "Justiça Eleitoral proíbe propaganda de Tarcísio com Ricardo Nunes" Transporte O terceiro bloco do debate teve uma discussão sobre medidas para o setor de transporte em São Paulo. Tarcísio começou enumerando várias obras realizadas em seu governo.

      “Essas obras todas tem uma história muito antiga. O Metrô, sobretudo antes da privatizações, funcionava extraordinariamente bem. É uma companhia que tem recebido muitos aportes de recursos deste governo federal.

       Haddad afirmou ainda ter o “sonho” de fazer o Bilhete Integrado no transporte sobre trilhos. “Nós precisamos integrar o bilhete único metropolitano, da mesma forma que fizemos na gestão da Marta [Suplicy, ex-prefeita de São Paulo]”, defendeu Haddad. O petista atacou as privatizações.

    “Você privatizou tudo. Você entregou a CPTM para gente que não entende de trem.   “É serviço funerário, parque, trem, Sabesp… Esse programa de privatizações está dando uma grande confusão, sobretudo nos trens”, completou.

    Tarcísio afirmou que seu governo vem estudando a possibilidade de implementar o Bilhete Metropolitano Integrado. “Temos de definir qual é o sistema de pagamento único que acople vários meios de pagamento. Precisamos saber quanto isso custa”, disse o governador.

    ” O debate voltou a ficar nacionalizado quando Tarcísio disse que o atraso na entrega das obras da Linha 6-Laranja do Metrô se deveu à Lava Jato. Segundo o governador, a construção de uma estação no bairro da Brasilândia, zona norte de São Paulo, parou por causa da operação. "Sabe por que essa obra parou?

    Por causa da Lava Jato. E sabe por que a Lava Jato aconteceu? Por causa do PT.

    Por causa de vocês. v=C7woH_1rzX4 Educação Os dois candidatos também tiveram um embate quando o tema foi educação. Segundo Haddad, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador da qualidade da educação básica no país, teve um resultado ruim para São Paulo.

      “Recentemente, saiu o dado do Pisa e São Paulo deu um grande salto. Nós ficamos muito melhores do que os indicadores do Brasil.   Haddad, por sua vez, disse que foi “o prefeito que mais criou vaga de educação infantil na história de São Paulo”.

    “Foram 101 mil vagas de educação infantil entre creche e pré-escola”, salientou. “Nós vamos fazer uma reforma do ensino médio. Não podemos conviver com os indicadores atuais.

      “Criamos um plano de resiliência e adaptação climática. Vamos investir R$ 30 bilhões em resiliência climática nos próximos anos. Se não fizermos nada, vai faltar água na região metropolitana de Campinas.

    Por isso, estamos fazendo dois grandes reservatórios lá”, destacou Tarcísio. Haddad atacou a privatização da Sabesp, concluída em 2024. “A Sabesp pediu aos moradores da Baixada para não tomarem água.

    Está faltando água no centro de São Paulo, em bairros em que isso nunca aconteceu. Você tem um problema de saúde pública.   “Você tem que parar com essa coisa de vender tudo a toque de caixa”, disse Haddad a Tarcísio.

    “Você não precisava ter privatizado. Vai passar a vida justificando a privatização de uma empresa saudável e não vai conseguir. ” O governador rebateu e defendeu a privatização da companhia.

    “Ninguém faz privatização porque quer fazer. Com a privatização, nós preservamos a empresa. A Sabesp perderia seu mercado, ela iria acabar.

       “Não venha alarmar a população de forma irresponsável, dizendo que há um problema de saúde pública, porque não há”, continuou o governador. “O Brasil vai cumprir o marco do saneamento? Nós temos 100 milhões de pessoas sem esgoto tratado.

    ”, indagou. Haddad, por sua vez, prometeu “acabar com essa onda absurda de privatização que está trazendo tanto transtorno ao Estado de São Paulo. Eleição presidencial voltou a aparecer nas considerações finais  Em suas considerações finais, Tarcísio fez um balanço positivo de sua gestão.

    “Tivemos muita coragem para fazer a diferença, fazer diferente e entregar resultados. Aquilo que parecia impossível aconteceu. Acabamos com a Cracolândia, que era uma chaga social.

      No momento final do debate, tanto Tarcísio quanto Haddad mencionaram a

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