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    Taxa de abstenção pode decidir pleito no 1º turno, diz especialista
    CNN Brasil·25 de set., 06:11

    Taxa de abstenção pode decidir pleito no 1º turno, diz especialista

    A taxa de abstenção pode ser o fator decisivo nas eleições de 2026, possivelmente determinando o resultado já no primeiro turno. É o que avalia Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva, ao WW . Segundo ele, a combinação entre alta abstenção e o cômputo dos votos válidos pode ser suficiente para encerrar a disputa sem necessidade de segundo turno.

    Vidal destaca que o cenário de baixa credibilidade das instituições, dos partidos e dos próprios candidatos favorece um aumento do índice de abstenção em relação ao que historicamente se observa no Brasil. Leia Mais Futura: em SP, Flávio tem 49,4% no 2º turno; Lula, 40,3% Especialista: 20% dos brasileiros independentes refletem cansaço eleitoral Datafolha: Lula tem 39% das intenções de voto no 1º turno; Flávio, 33% “A abstenção é importante num cenário de baixa credibilidade das instituições, baixa credibilidade dos partidos, dos próprios candidatos”, afirmou. “Vamos ver se isso vai, de fato, se confirmar e a abstenção vai ser maior do que geralmente tem sido no Brasil”, completou.

    Flávio Bolsonaro em crescente nas pesquisas O especialista ressalta que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem apresentado uma trajetória de crescimento nas intenções de voto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tem conseguido acompanhar. Para Vidal, isso torna ainda mais relevante acompanhar quem lidera as pesquisas neste momento . “O senador Flávio vem conseguindo uma crescente que o presidente Lula não tem conseguido”, disse.

    Ele lembrou que, até seis meses atrás, Flávio Bolsonaro era considerado o underdog da disputa, e que agora se fala na possibilidade de ele vencer já no primeiro turno. Estratégias das campanhas A analista de Política da CNN Jussara Soares analisou o posicionamento das campanhas. Segundo ela, houve uma avaliação interna no PT de que a campanha petista dedicou tempo excessivo ao tema da soberania, desconectando-se da realidade cotidiana do eleitor.

    “Flávio Bolsonaro fez uma campanha mais voltada para falar dos assuntos do bolso do eleitor”, afirmou. Essa abordagem, segundo a avaliação da própria campanha de Flávio, teria contribuído para sua recuperação nas pesquisas. Jussara também apontou que a crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) gerou um sentimento de desalento na população, o que pode beneficiar candidatos com propostas mais focadas em economia e no dia a dia dos cidadãos.

    Na reta final, segundo ela, Flávio Bolsonaro deve insistir no voto útil para tentar terminar em primeiro lugar, enquanto Lula deve seguir apostando na desconstrução do histórico do adversário e em medidas como a MP das Bets para tentar sair à frente. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas.

    O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN . Clique aqui para saber mais . ]]>

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