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    InvestNews·26 de out., 18:05

    Taxas do Tesouro Direto disparam: prefixado vai a quase 16% e IPCA+ passa de 8%

    Depois de ficarem paralisadas durante toda a manhã, as taxas dos títulos do Tesouro Direto abriram em disparada nesta segunda-feira (26), após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. No entanto, devido às fortes oscilações, as negociações foram interrompidas pouco tempo depois. Desde 13h25, só era possível negociar Tesouro Reserva e Tesouro Selic na plataforma do Tesouro Antes da paralisação, a taxa do Tesouro Prefixado 2032 subia 2,89 pontos percentuais, para 15,78%, o patamar mais alto da série, iniciada no começo do ano passado.

    No Prefixado 2029, o salto é de 2,64 pontos percentuais, para 15,40%. Nos indexados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 avançava 1,38 ponto, para 8,10%. Os papéis com vencimento em 2040 e 2050 subiam 1,18 e 1,22 ponto, respectivamente, a 7,71% e 7,64%.

    E o que isso significa no seu bolso? Como na renda fixa , taxa e preço andam em direções opostas, quando o retorno exigido sobe, o preço do papel cai. Portanto, quem já tinha títulos na carteira vê seu saldo afundar.

    200 em um único pregão, ou de mais de 12%. 598,00, um recuo de mais de 14%. 637,66, uma queda de quase 24%.

    Leia também Investimentos Tesouro Direto suspende negociações após alta dos juros. Veja o que muda para o investidor Economia Sem ajuste fiscal crível, economia em novo governo Lula pode entrar em recessão, diz Solange Srour Mas vale lembrar: a queda no saldo só vira prejuízo de fato para quem vender o título antes do vencimento. Quem segura até o prazo final recebe a taxa contratada na compra.

    O que esperar pela frente Na visão do BTG Pactual, a reeleição de Lula deve empurrar para cima os juros de longo prazo, enfraquecer o real e dificultar a queda da Selic, que está em andamento. “Sem uma equipe econômica crível e medidas concretas para enfrentar a situação fiscal, os juros reais de longo prazo devem subir bastante e permanecer altos”, apontam os analistas do banco. Juro real é o que sobra acima da inflação.

    Os de longo prazo estavam próximos a 6,7% na última sexta-feira, depois de caírem 0,81 ponto percentual em 30 dias. Para o banco, eles devem passar rapidamente de 8% e ficar nesse patamar até que o governo apresente uma política fiscal revisada para os próximos quatro anos. Nesse cenário, o Banco Central teria menos espaço para baixar os juros no curto prazo de forma mais agressiva.

    Luciano França, sócio-fundador e gestor da Paramis Avantgarde, vai na mesma linha. “Havia uma visão de que um novo governo teria uma postura mais austera do ponto de vista fiscal. Com o resultado, o mercado passa a precificar uma política fiscal mais expansionista, com consequências relevantes para Bolsa, juros e câmbio.

    Os investidores estão fazendo seus ajustes”, diz. Para ele, a dívida pública caminha para uma trajetória mais inflacionária, o que pede juros mais altos, agora e lá na frente. Por isso, França vê chance zero de corte da Selic na reunião do Copom da semana que vem e não descarta que o ciclo de queda dos juros se reverta para alta no curto prazo.

    “O câmbio perto de R$ 5,60 já pressiona a inflação”, comenta. Veja as taxas atuais Título Rendimento anual Invest. mín.

    Preço unit. 132,86 15/12/2048 Fonte: Tesouro Nacional. Taxas de 26/10/2026.

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