TCU dá 60 dias para plano de continuidade após fim do contrato da Enel SP
O plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) acolheu a recomendação da área técnica para que o MME (Ministério de Minas e Energia), e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica, avalie os possíveis impactos de uma eventual caducidade da concessão da Enel São Paulo . O estudo deverá examinar os efeitos da troca de distribuidora sobre a continuidade do serviço e os consumidores, além de demonstrar se a medida traria benefício em comparação com outras alternativas. O MME e a Aneel terão 60 dias para apresentar um cronograma detalhado das ações necessárias para garantir o fornecimento de energia nos 24 municípios atendidos pela Enel, incluindo a capital, após o fim do contrato atual, que vence em 2028.
A relatoria foi do ministro Augusto Nardes . A decisão autorizou ainda a abertura de auditoria operacional e a realização de novas inspeções a cargo da AudElétrica . A decisão foi tomada em um processo no qual o TCU acompanha as providências do governo federal desde o apagão de novembro de 2023 .
A Enel passou a enfrentar maior pressão após apagões em 2023, 2024 e 2025 que deixaram milhões de consumidores da Grande São Paulo sem energia por períodos prolongados. Ao apontar falhas no atendimento emergencial e nos planos de contingência, a Aneel abriu, em abril de 2026 , um processo que pode levar à recomendação de caducidade ao MME. O processo que pode levar a perda de concessão está em análise na Aneel sob relatoria da diretora Agnes da Costa .
Caso a diretoria colegiada faça a recomendação, a decisão sobre a perda ou não da concessão será no Ministério de Minas e Energia. Já a empresa tem dito que o processo que corre na agência e pode levar a caducidade é “desproporcional” , além de questionar os critérios utilizados pela reguladora ao longo do processo. ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
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