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    Terremoto acorda vulcão adormecido há 500 anos na Rússia e NASA grava erupção do espaço
    Olhar Digital·28 de set., 12:22

    Terremoto acorda vulcão adormecido há 500 anos na Rússia e NASA grava erupção do espaço

    Um forte terremoto na costa da Rússia , em julho de 2025, despertou o vulcão Krasheninnikov, que não entrava em erupção desde aproximadamente 1550. A atividade passou a ser monitorada pela missão NISAR, da NASA e da agência espacial da Índia. Com tecnologia de radar, o satélite registra as mudanças na paisagem mesmo durante a noite ou quando há nuvens.

    As imagens mostram a lava ocupando a parte mais profunda do vulcão e, depois, avançando pela encosta. Imagem de satélite do vulcão Krasheninnikov, na península de Kamchatka, registrada em 14 de novembro de 2025 pelo satélite Landsat 9. A imagem mostra uma coluna vulcânica sobre a caldeira e um fluxo de lava se estendendo para nordeste.

    – Imagem: NASA Earth Observatory De olho no vulcão do espaço Após o terremoto, o Krasheninnikov começou a expelir grandes quantidades de lava e material rochoso derretido. O NISAR passa sobre a região duas vezes a cada 12 dias, reunindo registros que mostram como a paisagem se transforma durante a erupção. Os cientistas juntaram as imagens feitas ao longo dos meses e criaram um vídeo acelerado, conhecido como time-lapse.

    Na sequência, a lava preenche a parte mais profunda do vulcão e depois transborda pela encosta, espalhando-se em formato de leque. Os registros também revelaram mais de um caminho percorrido pelo material vulcânico: O principal fluxo de lava segue em direção ao leste; Outro caminho de material vulcânico foi identificado a noroeste; A descoberta indica que o vulcão já havia começado a liberar lava antes do primeiro registro do satélite; As imagens permitem acompanhar as mudanças provocadas pela erupção ao longo dos meses. Como o radar enxerga a lava O NISAR não produz imagens convencionais.

    O satélite envia milhares de sinais de micro-ondas por segundo em direção à superfície da Terra e mede como eles atingem o solo e retornam ao equipamento. Depois, um computador processa essas informações para ajustar o foco e transformá-las em imagens de alta resolução. Como o sistema não depende de iluminação natural, consegue registrar a região também durante a noite.

    As nuvens tampouco impedem a captação. Nas imagens, a lava aparece mais clara do que a neve e o terreno ao redor porque a superfície formada pelo material vulcânico reflete o sinal do radar com maior intensidade. O conjunto de registros também ajudou a identificar que a atividade vulcânica havia começado antes da primeira imagem feita pelo NISAR.

    O monitoramento mostra, ao longo dos meses, como a lava avançou pelo Krasheninnikov depois do terremoto que despertou o vulcão após cerca de cinco séculos de dormência. O post Terremoto acorda vulcão adormecido há 500 anos na Rússia e NASA grava erupção do espaço apareceu primeiro em Olhar Digital . ]]>

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