‘Terremoto Lula’ abala mercado: dólar dispara e bolsa derrete 17%
Um dia depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições, o mercado financeiro vive um dia de pânico, com disparada do dólar perante o real e o derretimento do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3) . Em confirmação do movimento que já começou na madrugada desta segunda-feira, 26, com uma forte desvalorização do real em relação à moeda norte-americana no mercado futuro, o dólar chegou a disparar mais de 12% pela manhã e seguia subindo forte com o decorrer da sessão. Mais cedo, pouco depois da abertura da sessão, o dólar saltou 12,25% e cravou R$ 5,604 .
Na cotação máxima do dia até o momento, o dólar foi vendido a R$ 5,605. A mínima é de R$ 5,425. Na última sessão da semana passada, na sexta-feira 24, antes do segundo turno da eleição, o dólar terminou o dia em queda de 0,9% ante o real, cotado a R$ 4,993.
Leia também: "Efeito Lula: dólar dispara 12% e bolsa suspende negociações" Ibovespa O “terremoto Lula” também está afetando o mercado de acionário brasileiro. 088,73 pontos. Mais cedo, a B3 acionou o chamado circuit breaker e suspendeu as negociações por 30 minutos.
Trata-se um mecanismo de segurança utilizado pela bolsa de valores para suspender temporariamente as negociações quando o mercado registra quedas bruscas. Em linhas gerais, seu objetivo é conter o pânico, evitar vendas precipitadas e dar tempo para que os investidores reavaliem o cenário econômico. No pregão da sexta-feira 23, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 205 mil pontos.
Com o resultado, a bolsa brasileira acumula ganhos de 10,06% em outubro e de 27,28% em 2026. Por volta das 3h40 (pelo horário de Brasília), o contrato com vencimento em novembro de 2026 tombava 10,09%, o que pode, em tese, levar o dólar para a faixa de R$ 5,56 na sessão desta segunda-feira. Na sexta-feira 24, o Citi divulgou um relatório feito a partir da avaliação de mais de 70 gestores de fundos de ações multimercado.
Ainda de acordo com o levantamento do Citi, 63% indicavam uma possível desvalorização do real acima de 5% perante o dólar. Outros 28% apontavam uma depreciação entre 2% e 5%. Outros índices Na noite deste domingo, 25, ativos brasileiros negociados no exterior registravam perdas depois da confirmação do quarto mandato de Lula no Planalto.
O EWZ, fundo de índice negociado em Nova York (EUA) que reúne as maiores empresas da bolsa brasileira, tombava 18,29% no pregão noturno, a US$ 34,80, o que representava perda de US$ 7,79 em relação ao fechamento de sexta-feira. O Next Funds Ibovespa Linked, principal fundo de índice brasileiro negociado na Bolsa de Valores de Tóquio (Japão), operava em forte baixa no pregão desta segunda-feira (pelo horário local), negociado a 288 ienes – queda de 11,8%. Leia também: "Reeleição de Lula pode levar dólar à maior alta diária desde 1999" Por que o mercado queria Flávio A expectativa dos agentes econômicos era que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial mudasse os rumos da economia do país a partir de janeiro de 2027.
Os agentes de mercado esperavam que um novo governo implementasse um programa de ajuste fiscal, com a redução das despesas do governo e a diminuição do tamanho da dívida pública brasileira em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O mercado financeiro também tinha grande expectativa em relação a uma agenda de reformas de um governo liberal na economia, entre as quais a reforma administrativa e uma nova etapa da previdenciária. Também havia projeções que apontavam para a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central (BC) diante de um possível alívio na inflação.
No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, Lula obteve 51,79% dos votos válidos (64,2 milhões) e terminou à frente de Flávio Bolsonaro, que recebeu 48,21% (59,8 milhões). v=8bxNQIo_jHI O post ‘Terremoto Lula’ abala mercado: dólar dispara e bolsa derrete 17% apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
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