SJX NEWS

    investnews.com.br

    InvestNews

    SJXNEWS
    Título de Antonelli na F1 dá alívio a Jim Ratcliffe após tropeços no esporte
    InvestNews·03 de nov., 14:12

    Título de Antonelli na F1 dá alívio a Jim Ratcliffe após tropeços no esporte

    A conquista do título de pilotos da Fórmula 1 por Kimi Antonelli , da Mercedes, representa um alívio para o bilionário britânico Jim Ratcliffe, que acumula resultados abaixo do esperado em seus negócios no esporte. O empresário, dono do grupo industrial Ineos, tem participação de um terço na equipe desde 2020. O título é o primeiro da Mercedes no campeonato de pilotos desde a entrada da Ineos no negócio.

    A escuderia também está perto de conquistar o campeonato de construtores pela primeira vez desde 2021. Leia também Negócios Fórmula 1: como uma ‘reforma fiscal’ transformou a categoria em mina de ouro The Wall Street Journal Como a Mercedes gastou US$ 10 milhões para transformar um prodígio de 11 anos em fenômeno da F1 As iniciativas esportivas de Ratcliffe incluem participação no Manchester United, um dos clubes mais conhecidos da Inglaterra, uma tentativa frustrada de entrar na America’s Cup, competição de vela, e o patrocínio à seleção de rúgbi da Nova Zelândia, encerrado antes do previsto. “Praticamente todos os seus ativos esportivos estão abaixo do esperado”, disse Simon Chadwick, professor de esporte afro-eurasiático da Emlyon Business School, à Bloomberg.

    ” Problemas no Manchester United e em outros esportes Ratcliffe fez fortuna ao recuperar empresas químicas em dificuldades, mas tem enfrentado obstáculos para obter resultados semelhantes ao aplicar seus métodos ao esporte. No Manchester United, clube no qual a Ineos tem participação e responsabilidade pelas decisões relacionadas ao futebol, a equipe teve o pior início de temporada de sua história na Premier League. O técnico Michael Carrick está sob pressão, apesar de ter sido contratado em definitivo apenas em maio.

    Outros projetos também não tiveram o resultado esperado. A Ineos encerrou uma iniciativa cara na America’s Cup e retirou o patrocínio à seleção neozelandesa de rúgbi, os All Blacks, o que provocou uma disputa judicial. O grupo também tentou vender, sem sucesso, o Nice, clube que disputa a primeira divisão do futebol francês.

    No ciclismo, modalidade pela qual Ratcliffe também tem interesse, a equipe do empresário não conquistou uma grande prova por etapas desde o Giro d’Italia de 2021. Um porta-voz da Ineos contestou a avaliação de que o grupo acumula resultados esportivos ruins. Ele citou a vitória do Manchester United na Copa da Inglaterra, em 2024, e a campanha da Ineos Britannia na America’s Cup naquele ano.

    Embora tenha perdido a disputa pelo título, a equipe se tornou a britânica de maior sucesso na história da competição. O porta-voz também lembrou que a equipe profissional de ciclismo da Ineos venceu o Giro d’Italia em 2020 e que o grupo organizou, em 2019, o evento em que o queniano Eliud Kipchoge se tornou a primeira pessoa a correr uma maratona em menos de duas horas. Ineos se beneficia da valorização da F1 A Ineos entrou na Fórmula 1 pouco depois de Lewis Hamilton conquistar seu sétimo e último título de pilotos, quando o período de domínio da Mercedes começava a chegar ao fim.

    Apesar disso, o grupo se beneficiou da valorização das equipes da categoria. Além da Ineos, a Mercedes F1 tem como acionistas o chefe da escuderia, Toto Wolff, e a própria montadora. No ano passado, Wolff vendeu uma pequena parte de sua participação para George Kurtz, presidente-executivo da empresa de cibersegurança CrowdStrike, que patrocina a Mercedes.

    O negócio avaliou a equipe em US$ 6 bilhões. Fora do esporte, a Ineos enfrenta dificuldades em seu negócio tradicional de produtos químicos. O setor atravessa um período de custos elevados na Europa.

    Em setembro, o grupo paralisou temporariamente três fábricas em Hull, no norte da Inglaterra, após a alta dos preços da energia. A vitória de Antonelli, de 20 anos, é “um alívio bem-vindo para Ratcliffe”, disse Kieran Maguire, professor de finanças do futebol da Universidade de Liverpool, à Bloomberg. Ele ponderou, porém, que a influência da Ineos na Mercedes é diferente do nível de controle que o grupo exerce em outras modalidades, como futebol e vela.

    ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em InvestNews →