Tony Ramos critica recriação de atores por IA: “Acho um horror”
O ator Tony Ramos criticou o uso de inteligência artificial para recriar artistas no audiovisual . A declaração ocorreu durante sua participação no programa Roda Viva , da TV Cultura. O veterano da teledramaturgia brasileira rejeitou a substituição de pessoas por réplicas digitais e questionou a justificativa de reduzir custos ou melhorar a qualidade das produções.
Para ele, a atuação depende da presença humana. Recriar digitalmente um ator levanta questões sobre imagem, atuação e os limites do uso da inteligência artificial. – Crédito: Collagery/Shutterstock A recusa de um veterano Ao abordar os limites do uso da tecnologia, Tony Ramos afirmou que não permitiria sua recriação por inteligência artificial enquanto estiver vivo.
O ator também relacionou sua crítica à tentativa de usar a tecnologia como argumento para reduzir custos ou elevar a qualidade de uma produção. Em vida, eu não permitiria [sua recriação por IA] nem a pau. Não quero isso.
Acho um horror, acho que isso é mentir para quem te assiste. Tony Ramos em entrevista ao Roda Viva. Para ele, “isso é um subterfúgio para tentar falar que melhora o custo e melhora a qualidade.
” O assunto tem provocado debates e greves em Hollywood , segundo o programa, justamente em meio à discussão sobre os limites da inteligência artificial no trabalho de artistas. " No #RodaViva , Tony Ramos opina sobre a presença da inteligência artificial nas artes. com/Ish00M21o6 — Roda Viva (@rodaviva) September 29, 2026 Tony Ramos foi vítima de deepfake A discussão ganhou um exemplo concreto quando Ramos contou ter sido vítima de uma manipulação feita com inteligência artificial.
Nas redes sociais , um vídeo mostrava uma falsa entrevista do ator com Ana Maria Braga para promover um remédio para próstata. “Roubaram minha imagem em uma entrevista com a Ana Maria Braga. ” O caso chama atenção para usos da tecnologia que podem afetar diretamente a imagem pública de artistas.
Entre os pontos presentes no relato de Ramos estão: a possibilidade de reproduzir digitalmente a aparência de uma pessoa; a alteração de uma gravação existente para criar uma situação que não aconteceu; a atribuição de uma divulgação comercial a alguém que não a realizou; o uso de redes sociais para disseminar esse tipo de conteúdo. Apesar da experiência, o ator reconhece que a inteligência artificial já está presente e que será necessário aprender a lidar com ela. Ramos também afirmou que deixará para os filhos e netos a decisão sobre uma eventual recriação de sua imagem depois de sua morte.
“Eles que resolvam”, disse. A declaração de Tony Ramos reforça uma discussão cada vez mais presente no audiovisual: até onde a inteligência artificial pode ser usada para reproduzir a imagem e a atuação de uma pessoa. Para o ator, a tecnologia pode até fazer parte dessa transformação, mas não substitui a presença humana diante das câmeras.
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