Trump e Obama intensificam campanha na reta final das eleições nos EUA
O presidente republicano dos Estados Unidos, Donald Trump , e o ex-presidente democrata Barack Obama intensificam a campanha nesta quarta-feira (28), na última semana antes das Eleições de Meio de Mandato , marcadas para 3 de novembro. Os dois visitam Ohio e Geórgia, estados com disputas decisivas para definir qual partido controlará o Congresso americano nos próximos dois anos. A reta final da campanha ocorre em meio à queda da aprovação pública de Trump e à insatisfação dos americanos com o alto custo de vida e a guerra contra o Irã.
O cenário ameaça as maiorias republicanas no Senado e na Câmara dos Representantes. Leia Mais Veja em cinco pontos a convenção de Trump para Eleições de Meio de Mandato México e EUA correm para fechar acordo comercial antes das eleições Trump pede para apoiadores fingirem que ele "está na chapa" nas eleições Trump participará de um evento com o senador Jon Husted , de Ohio, que enfrenta o ex-senador democrata Sherrod Brown . A disputa está entre as mais acirradas e pode influenciar a manutenção da vantagem republicana de 53 a 47 cadeiras no Senado.
Obama, por sua vez, tem agenda com o senador democrata Jon Ossoff , da Geórgia, que enfrenta o deputado republicano Mike Collins . O estado tem registrado disputas federais competitivas nos últimos ciclos eleitorais. As três eleições mais recentes para o Senado na Geórgia foram decididas em segundo turno.
Desta vez, analistas independentes consideram que Ossoff está em posição favorável para manter a cadeira. Obama manteve um perfil público relativamente discreto até a semana passada, quando voltou à campanha com discursos contundentes contra seu sucessor. Disputa pelo Congresso Os americanos votam antecipadamente há semanas.
Mais de 36,4 milhões de cédulas já haviam sido registradas, segundo o Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida. Nas eleições de meio de mandato de 2022, durante o governo do democrata Joe Biden , 45,9 milhões de pessoas votaram antecipadamente. Analistas independentes consideram que os democratas têm boas chances de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes.
A disputa pelo Senado é vista como mais difícil, já que o partido precisa conquistar cadeiras em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos, como Ohio, Iowa ou Alasca, para alcançar as 51 necessárias para controlar a Casa . “Só acho que o Partido Republicano perdeu contato com a realidade. Eles não entendem o que realmente está acontecendo, e parece que quebraram as promessas feitas às pessoas”, afirmou Joshua Brazezicke , de 26 anos, administrador de imóveis da Pensilvânia que recentemente mudou seu registro eleitoral de independente para democrata.
O estado tem quatro disputas competitivas para a Câmara, que podem ter papel decisivo na definição da maioria. Em Michigan, o republicano Mike Rogers e o democrata Abdul El-Sayed disputam uma cadeira no Senado que ficará vaga com a saída do senador democrata Gary Peters. As duas campanhas recorrem a aliados conhecidos para mobilizar apoiadores e aumentar a participação eleitoral.
Rogers fez campanha com o senador republicano Ted Cruz , do Texas, em uma série de quatro paradas de ônibus que terminou em Imlay City, a nordeste de Detroit. El-Sayed tinha um evento de mobilização previsto para a noite com Peters e a também senadora democrata por Michigan Elissa Slotkin , na região de Downriver, a sudoeste de Detroit. Embora as médias das pesquisas deem uma pequena vantagem a El-Sayed, o estrategista republicano Dennis Lennox avalia que Rogers continua bem posicionado.
Ele atribui parte dessa condição à estrutura de mobilização da campanha, que, segundo ele, os republicanos não tinham no estado havia mais de uma década. Lennox citou a afirmação da campanha de Rogers de que, somados os grupos aliados, foram feitas visitas a mais de 7 milhões de residências. “Pela primeira vez desde o ciclo de 2014, há de fato uma campanha real em Michigan”, disse Lennox à Reuters.
“Mala direta, mensagens de texto, paradas de ônibus. ” O que significa vantagem democrata na reta final das Midterms? Analista explica | CNN 360 Ações do governo e questionamentos eleitorais Nas últimas semanas, Trump adotou medidas para tentar aliviar os preços da energia e prometeu bilhões de dólares em pagamentos diretos a milhões de americanos.
Ele busca mobilizar apoiadores do movimento MAGA em áreas rurais desses estados, incluindo eleitores que o apoiam, mas nem sempre participam das eleições de meio de mandato. Trump, que afirma falsamente que sua derrota na eleição de 2020 foi resultado de fraude generalizada, voltou ao poder e passou a usar a estrutura do governo federal para investigar suas alegações de que um grande número de pessoas vota ilegalmente nos Estados Unidos. Segundo a Reuters, a administração Trump emitiu mais de 100 intimações a autoridades eleitorais estaduais e locais em pelo menos 12 estados , exigindo registros de dezenas de milhares de eleitores.
Na terça-feira, um juiz demonstrou ceticismo em relação ao pedido do Departamento de Justiça para impedir a Califórnia de contabilizar votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores registrados que o governo alega serem não cidadãos. Separadamente, o sistema eletrônico de envio de documentos da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos continuava fora do ar mais de 24 horas depois de ter sido desligado na noite de segunda-feira para conter uma violação de segurança. A comissão informou que trabalha para resolver o problema.
A interrupção impediu responsáveis pelas finanças de campanhas de apresentar relatórios de gastos dentro do prazo, deixando os eleitores sem informações atualizadas sobre quem financia as campanhas e para onde vai o dinheiro. O que são as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos? ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em CNN Brasil →
