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    TSE e aliados defendem eleição após carta com teor golpista de Flávio
    CNN Brasil·29 de out., 07:50

    TSE e aliados defendem eleição após carta com teor golpista de Flávio

    Após divulgação de carta com teor golpista pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) , aliados do ex-candidato à Presidência e o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se pronunciaram defendendo o resultado do segundo turno das eleições, que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No texto, Flávio não reconhece a derrota no pleito e alega “fraude”, mas não apresenta provas de irregularidades no processo eleitoral. Na primeira versão, declarava-se “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

    Minutos depois, apagou a publicação e republicou o documento sem a frase, se dizendo “líder” do país. Depois da acusação, o TSE se manifestou dizendo que “qualquer pessoa” pode baixar os arquivos das urnas e auditar o resultado da eleição . Leia Mais Flávio recua em carta com teor golpista e se diz "líder do Brasil" "Contestação não se sustenta", diz coligação de Lula após carta de Flávio Análise: Falta de respostas de Flávio ajudou a dar vitória a Lula Em publicação, a Justiça Eleitoral afirmou que os Boletins de Urna, o Registro Digital do Voto e os logs de cada equipamento estão disponíveis ao público.

    Os arquivos contêm informações sobre o funcionamento do equipamento, como os horários de início e encerramento da votação e o número de eleitoras e eleitores que votaram. O presidente do Tribunal, Kassio Nunes Marques , também se pronunciou. Em nota, disse que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais” .

    O ministro destacou o compromisso da Justiça Eleitoral com a “vontade soberana do eleitorado” e disse que o resultado do pleito foi entregue com segurança. “Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e a competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, escreveu em comunicado. Ainda afirmou que todos os “questionamentos feitos dentro do devido processo legal” serão analisados e respondidos.

    O que disseram os aliados Alguns integrantes da campanha de Flávio à Presidência e aliados também se manifestaram após a divulgação do texto. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) , foi um dos primeiros a se pronunciar . Em nota, afirmou que a oposição deve respeitar o resultado das eleições e atuar dentro das instituições democráticas.

    No texto, disse compreender a indignação de Flávio e destacou que o sentimento é compartilhado por parte dos brasileiros. “A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também.

    Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, afirmou. Para Tarcísio, o momento exige “responsabilidade, serenidade e a construção de uma oposição forte”. No texto, ainda defendeu que a atuação dos oposicionistas ocorra dentro das instituições para fortalecer o sistema de freios e contrapesos da democracia.

    Nesta quarta, o governador disse ter recomendado que Flávio permanecesse no Brasil após derrota nas eleições. Também afirmou, em entrevista ao Estadão, que não sabia que o senador pretendia viajar para os Estados Unidos. Tarcísio já havia reconhecido o resultado do pleito em vídeo publicado nas redes sociais na terça (27).

    Na publicação, disse que “reconhecer o resultado não significa calar sobre os excessos”, fazendo críticas à gestão de Lula. Outro nome que discordou do teor da carta de Flávio foi seu coordenador de campanha e líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) . Marinho disse nesta noite que não é possível afirmar, sem provas, que as eleições foram fraudadas .

    “Agora é evidente que, se você faz alguma afirmação, você precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que é um desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado”, disse o senador. Marinho ainda afirmou não ter sido consultado sobre o documento divulgado pelo ex-candidato à Presidência e que não sabe como Flávio vai atuar dos Estados Unidos para coordenar a direita.

    Também voltou a dizer que não sabia que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixaria o país. Após a carta de Flávio, o União Brasil, que havia lhe apoiado no segundo turno, também divulgou nota dizendo reconhecer que o processo eleitoral “transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado”. A Federação União Progressista — formada pelo União e pelo PP — já havia se posicionado pelo reconhecimento do resultado.

    O presidente do partido, Antônio Rueda, disse que “a soberania popular se manifestou de forma livre” nas urnas. Outros partidos que declararam apoio a Flávio no segundo turno também reconheceram a vitória de Lula, como o Republicanos, o Podemos e o MDB. Carta de Flávio Na tarde desta quarta, Flávio divulgou uma carta em que se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

    Minutos depois, apagou o texto e republicou um novo sem usar a frase. No documento, o senador confirma que está nos Estados Unidos com a família e diz que vai liderar a oposição no exterior. Ainda acusa “fraude eleitoral” no segundo turno das eleições, mas não apresenta provas de irregularidades no processo eleitoral.

    O ex-candidato do PL (Partido Liberal) cita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou a votação de domingo (25) até as 19h, como um dos argumentos. Ele se refere a Zanin como “ex-advogado de Lula” e afirma que o magistrado permitiu uma “impossibilidade matemática”. 041 ( 48,21% ) de Flávio — uma diferença de 4,4 milhões de votos.

    393 votos foram computados após as 17h do dia do pleito . Dessa forma, mesmo que todos os votos dados no horário extra tivessem ido para o petista, eles representariam menos de 1% da diferença final entre os candidatos. No próprio domingo, Nunes Marques já havia declarado que a prorrogação do horário de votação não comprometeu o pleito .

    “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, destacou. Desde a divulgação dos resultados, Flávio disse não reconhecer o resultado do segundo turno e afirmou que pediria anulação das eleições .

    Um dia depois, porém, integrantes da campanha do ex-candidato ouvidos pela CNN disseram que ele havia desistido de questionar a validade da votação . Na terça (27), aliados relataram à CNN que Flávio havia deixado o Brasil . O senador chegou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta após passar pela fronteira da Argentina, fazer escala no Equador — onde parou para abastecer — e decolar em direção aos EUA.

    Derrotado nas urnas, Flávio Bolsonaro se diz “Líder do Brasil” em carta | HORA H   ]]>

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