Urna eleitoral: entenda como é feito o teste de integridade a cada votação
Desde 2002, toda eleição brasileira passa por um procedimento que funciona como uma prova real do sistema de votação, o teste de integridade da urna eletrônica . Tira-teima do equipamento. Esse teste é simples de entender, mesmo sendo uma das etapas mais rigorosas de fiscalização do processo eleitoral.
Ele compara, voto a voto, cédulas de papel preenchidas à mão com o resultado que sai da máquina, e existe justamente para que ninguém precise confiar apenas na palavra da Justiça Eleitoral. A verificação é pública, filmada e pode ser acompanhada por qualquer pessoa interessada . Como funciona o teste de integridade da urna eletrônica Essa etapa do calendário eleitoral brasileiro serve para atestar que a urna eletrônica registrou exatamente os votos que recebeu, sem qualquer alteração entre o momento em que o eleitor aperta os números e o instante em que o resultado é somado.
O teste de integridade começa ainda no dia anterior ao pleito e é realizado tanto no primeiro quanto no segundo turnos. O local e o horário da cerimônia de sorteio, aberta a qualquer pessoa interessada, precisam ser divulgados pelos Tribunais Regionais Eleitorais em edital e nos próprios sites com até 20 dias de antecedência de cada turno, mas só o resultado do sorteio, feito à vista de todos na véspera, revela quais urnas de fato serão auditadas, entre equipamentos já preparados e lacrados para funcionar em seções eleitorais comuns. Leia também Economia Plano de governo: onde acessar e baixar o documento de cada candidato?
Investimentos Eleição brasileira movimenta R$ 780 milhões em apostas com stablecoins Fiscais partidários, órgãos de controle e entidades da sociedade civil acompanham essa etapa, enquanto voluntários e representantes de partidos preenchem cédulas de papel com votos em candidatos reais, que ficam trancadas em urnas de lona até o dia seguinte. No dia da votação, o roteiro é: As urnas sorteadas são recolhidas e levadas, sob escolta, para locais abertos ao público e com câmeras de vídeo, definidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais. A seção eleitoral de onde a urna saiu recebe imediatamente um equipamento reserva, para que os eleitores daquele local votem normalmente, sem qualquer prejuízo.
Entre 8h e 17h, servidores e auditores retiram uma a uma as cédulas das urnas de lona, leem o voto em voz alta diante das câmeras e digitam cada escolha no terminal sorteado, simulando uma votação real. Às 17h, o equipamento emite o Boletim de Urna, e o resultado eletrônico é confrontado com a soma das cédulas de papel digitadas. Esse batimento final não se resume a comparar dois números.
A auditoria confere se há coincidência entre as cédulas de papel, o Boletim de Urna, os relatórios do sistema de apoio à auditoria e o Registro Digital do Voto, a tabela em que o sistema distribui aleatoriamente cada voto digitado, justamente para preservar o sigilo sobre quem votou em quem. Os votos inseridos no teste são simulados e não entram na apuração oficial da eleição. O teste de integridade da urna eletrônica com biometria Desde as eleições de 2022, existe também uma versão do teste que usa a biometria de eleitores reais, criada a pedido das Forças Armadas, que naquele ano integravam o grupo de entidades fiscalizadoras do processo eleitoral.
Nesse formato, depois de votar normalmente, um eleitor é convidado por um servidor da Justiça Eleitoral a emprestar sua digital para habilitar a urna a receber os votos simulados dos auditores. O eleitor empresta só a digital, não o voto: sua escolha oficial já foi registrada antes, na própria seção, e não tem relação com o teste. 044 eleitores voluntários em 58 seções, com 100% de aprovação.
Já os locais de votação escolhidos especificamente para a testagem com biometria são definidos pelas Comissões de Auditoria até dez dias antes das eleições , prazo diferente do que vale para a cerimônia de sorteio do teste tradicional, e precisam somar entre 5% e 10% do total de urnas destinadas ao teste de integridade tradicional. Qualquer eleitor pode acompanhar o procedimento de perto, mas a circulação na área onde ficam as urnas e os computadores é restrita à Comissão de Auditoria, aos auxiliares designados e a pessoas previamente credenciadas. Onde consultar o resultado da auditoria Os relatórios individuais de cada Tribunal Regional Eleitoral e o relatório consolidado, elaborados por empresa especializada contratada ou por instituição pública de fiscalização, são publicados no site da Justiça Eleitoral em até 30 dias após o segundo turno.
É por ali que qualquer pessoa pode conferir, seção por seção, se o teste de integridade da urna eletrônica identificou alguma divergência, o mesmo material que embasa, ano após ano, o histórico de zero irregularidades do procedimento. ]]>
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