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    Usuários da Netflix assistem menos e abrem o aplicativo com menor frequência
    InvestNews·25 de out., 18:00

    Usuários da Netflix assistem menos e abrem o aplicativo com menor frequência

    Os usuários da Netflix estão assistindo menos ao serviço de streaming do que antes, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. É o mais recente sinal de dificuldades de engajamento para a empresa de entretenimento mais valiosa do mundo. Os clientes não abrem o aplicativo em tantos dias por mês quanto há alguns anos, disseram as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque os dados são confidenciais.

    A empresa usa uma métrica chamada QPD, sigla em inglês para “dias de reprodução qualificada”, para medir a frequência com que os clientes usam o aplicativo. O cliente médio também passa menos tempo assistindo. Embora o tempo total no aplicativo tenha aumentado alguns pontos percentuais no primeiro semestre do ano, isso ocorreu porque a base de clientes cresceu.

    Cada usuário, individualmente, está assistindo menos. Leia também Negócios A Netflix perdeu US$ 135 bilhões. Agora, precisa de novos sucessos para reverter a queda The Wall Street Journal A próxima disputa do YouTube é pelo mercado de audiolivros A queda nesses indicadores preocupa a liderança da Netflix.

    Ela começou depois que a empresa intensificou o combate ao compartilhamento de senhas, em 2022. No início, os executivos acreditavam que a tendência seria temporária, porque menos pessoas estavam usando cada conta. Mas a queda continuou, aumentando o risco de que os clientes estejam vendo menos valor no serviço ou passando mais tempo com os concorrentes.

    A Netflix aumentou o orçamento de programação e está entrando em novas categorias, como podcasts e esportes ao vivo, para atrair novos clientes e manter os atuais. A empresa se recusou a comentar as métricas internas. O co-CEO Ted Sarandos disse a analistas, em uma teleconferência nesta semana, que a audiência nos Estados Unidos, em particular, “simplesmente não está crescendo tão rápido quanto poderia ou quanto gostaríamos”.

    Mas ele e o co-CEO Greg Peters também afirmaram que a empresa vai bem fora dos Estados Unidos e tem um modelo de negócios muito saudável. A queda no uso tem sido modesta e não provocou cancelamentos em massa. A taxa de cancelamento da Netflix nos Estados Unidos permaneceu estável em 2%, o melhor resultado do setor, segundo a empresa de pesquisa Antenna.

    A Netflix afirmou nesta semana que os aumentos de preços não provocaram picos fora do normal nos cancelamentos. As ações da Netflix recuaram cerca de 29% neste ano, enquanto investidores se preocupam com a desaceleração do crescimento da empresa. A participação da Netflix no total de audiência da TV nos Estados Unidos estagnou, à medida que os clientes migram para serviços gratuitos, como o YouTube.

    A empresa registrou seu terceiro trimestre consecutivo de desaceleração no crescimento da receita e projetou nova queda no trimestre atual. A Netflix disse que as vendas de publicidade neste ano ficarão cerca de US$ 300 milhões abaixo das projeções anteriores, o que atribuiu à implementação mais lenta de novos produtos. A Netflix não lançou tantos filmes e séries de sucesso quanto em anos anteriores e tem tido dificuldade para atrair espectadores para a segunda e a terceira temporadas de títulos já existentes.

    Executivos da empresa apontaram várias possíveis razões para a queda no uso, entre elas uma nova interface, a concorrência maior, uma programação de menor qualidade e a falta de divulgação fora do serviço. A empresa Apptopia, que monitora o uso de aplicativos para celular, também identificou sinais de que os assinantes da Netflix estão passando menos tempo no serviço. A parcela de assinantes nos Estados Unidos que não abriu o aplicativo aumentou 16,6% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Apptopia.

    Sarandos e Peters tentaram conter a preocupação crescente dos investidores, afirmando que a empresa está cumprindo suas metas e destacando uma programação robusta para os próximos meses. “Duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo”, disse Peters em uma reunião com funcionários nesta semana. “Temos um negócio lucrativo, em crescimento e invejável.

    ” A empresa reagiu ao desempenho fraco nos Estados Unidos com mudanças na liderança. No início deste mês, a Netflix demitiu a diretora de conteúdo Bela Bajaria e o chefe de filmes Dan Lin, além de cortar 6% de seus funcionários. Peter Rice, veterano da Disney e da 21st Century Fox, ficará à frente da estratégia de conteúdo da empresa.

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    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

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