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    Money Times·21 de set., 13:55

    Vale (VALE3): IPO da unidade de metais básicos deve acontecer? O que o CEO Gustavo Pimenta disse a analistas

    No início de setembro, a Vale (VALE3) esclareceu ao mercdo que não há decisão sobre uma eventual oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) envolvendo a unidade de metais básicos, a Vale Base Metals (VBM) , ou qualquer outra transação específica relacionada à estrutura de capital da unidade de metais básicos. O adiamento de um potencial IPO havia sido noticiado por um jornal canadense. A operação, por sua vez, voltou à pauta na rodada de conversas entre o presidente da mineradora (CEO), Gustavo Pimenta , e analistas de grandes bancos brasileiros realizada na semana passada.

    Por enquanto, o IPO da VBM segue “apenas ” com uma opção no longo prazo. Segundo BTG Pactual, a gestão segue satisfeita com o desempenho da divisão e vê a separação como um movimento estratégico bem-sucedido. “A Vale vê um IPO como apenas uma de várias alternativas potenciais de financiamento e não acredita que uma listagem, por si só, destravaria necessariamente uma expansão de múltiplos”, destacaram os analistas Leonardo Correia, Marcel Zambello, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo.

    Sendo assim, a VBM pode financiar seu crescimento de forma orgânica, com a maior parte da carteira de projetos concentrada no Brasil, particularmente em Carajás, onde há sinergias significativas com o negócio de minério de ferro. “A execução continua sendo a prioridade, enquanto o crescimento da VBM pode ser financiado sem adicionar pressão à estrutura de capital do grupo”, afirmaram os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP, em relatório. Produção da VBM Os analistas do Itaú BBA destacaram que, segundo a administração, a produção de cobre pela VBM deve aumentar de 380 mil toneladas por ano para aproximadamente 500 mil toneladas por ano, até 2030, e 700 mil toneladas por ano, até 2035.

    O Projeto Bacaba e CPF (Coarse Particle Flotation), que receberam aprovação final para investimento, estão em construção. Alemão poderia iniciar a construção em 2027 ou 2028, adicionando 15 a 20 mil toneladas por ano até 2030 e outras aproximadamente 65 mil toneladas por ano entre 2030 e 2035. O Southern Hub (118 e Cristalino) e Paulo Afonso viriam na sequência, todos aproveitando a infraestrutura existente e apresentando risco de execução relativamente baixo.

    Hu’u continua sendo um projeto de prazo mais longo, para o qual a Vale está considerando um parceiro estratégico por sua expertise, e não por capital. ]]>

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