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    Vigilância sanitária faz inspeção em hospital que 35 bebês morreram em SP
    CNN Brasil·24 de out., 13:21

    Vigilância sanitária faz inspeção em hospital que 35 bebês morreram em SP

    O CVS (Centro de Vigilância Sanitária) e o CVE (Vigilância Epidemiológica) de São Paulo realizaram em conjunto uma inspeção, nesta sexta-feira (23), no Hospital e Maternidade Salvalus , na Mooca, zona leste da capital paulista. A ação acontece avalia as circunstâncias dos 35 óbitos de bebês registrados na unidade, que pertence a Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica. Foram avaliadas as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e prevenção de infecções e o monitoramento dos indicadores assistenciais no hospital.

    Foram coletadas informações e analisadas as mudanças no perfil de atendimento dos bebês no período, especialmente em relação aqueles de alta complexidade médica. Segundo a Secretaria de Saúde, toda a documentação coletada está em análise para a adoção de medidas administrativas cabíveis. Leia Mais Justiça torna médicos réus por morte de gestante e bebê no interior de SP São Paulo tem primeiro caso de sarampo em 2026 O que sabemos dos casos de contaminação no Hospital Santa Rita, no ES Relembre os acontecimentos Na última quarta-feira (21), a SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que a polícia foi comunicada sobre seis casos de mortes de bebês no Hospital Salvalus ao longo de 2026, e os apura no 8º Distrito Policial, no Brás.

    A polícia convocou testemunhas e profissionais de saúde da unidade hospitalar, além de analises dos prontuários médicos das vítimas, para esclarecer as causas das mortes. Desde o início das investigações, novas famílias apareceram relatando mortes na unidade de saúde. De acordo com Eduarda Fragnan Gomes, assistente jurídica do escritório que acompanha os casos, a maior parte dos relatos se refere a ocorrências deste ano.

    Familiares se queixam de falhas no acompanhamento médico , demora para atendimento de intercorrências e problemas relacionados à higiene. O que diz o hospital A Hapvida afirmou em nota que segue a disposição das autoridades e atende cases de alta complexidade, incluindo prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e doenças infecciosas, e que as situações clínicas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica. Além disso, o hospital informou que mais de mil crianças foram atendidas neste ano , com assistência individualizada e equipes especializadas, o que até o momento apontam históricos clínicos distintos e sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos examinados.

    *Sob supervisão de Beto Souza da CNN Brasil ]]>

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