SJX NEWS

    cnnbrasil.com.br

    CNN Brasil

    SJXNEWS
    Viridis: acordo de terras raras em MG prevê proteção contra queda de preços
    CNN Brasil·04 de nov., 23:00

    Viridis: acordo de terras raras em MG prevê proteção contra queda de preços

    A mineradora australiana Viridis Mining and Minerals fechou um acordo com a gigante química belga Solvay que prevê mecanismos de proteção contra a queda dos preços internacionais de terras raras produzidas no projeto Colossus, localizado em Poços de Caldas, em Minas Gerais. Segundo comunicado divulgado pela companhia à bolsa australiana, o contrato estabelece preços mínimos para quatro elementos considerados estratégicos: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. A medida busca garantir maior previsibilidade financeira ao empreendimento, que ainda está em fase de desenvolvimento e tem previsão de iniciar a produção comercial em 2028.

    Na prática, o mecanismo funciona como uma proteção contra eventuais quedas nas cotações internacionais. Caso os preços de mercado recuem abaixo dos patamares estabelecidos no contrato, os valores mínimos negociados servirão como referência para a remuneração da mineradora. Por outro lado, se as cotações subirem, a Viridis poderá se beneficiar dos preços mais elevados.

    Leia Mais Governo marca 1ª reunião do conselho de minerais críticos para quinta (5) Australiana negocia compra de projetos de terras raras e urânio no Brasil Viridis fecha acordo para vender terras raras à Solvay na França até 2034 A empresa não revelou os valores dos preços mínimos negociados com a Solvay, alegando que as fórmulas de precificação e outros parâmetros comerciais são confidenciais. De acordo com a Viridis, os volumes mínimos contratados dos quatro elementos, considerados os principais para a fabricação de ímãs permanentes, deverão assegurar uma receita de aproximadamente US$ 915 milhões entre 2029 e 2034. O montante foi calculado com base nos preços mínimos estabelecidos e depende do cumprimento dos compromissos de fornecimento.

    Portanto, não representa um pagamento antecipado ou uma receita já garantida independentemente da produção. O contrato também estabelece compromissos de compra na modalidade take-or-pay, mecanismo pelo qual a compradora assume obrigações de pagamento pelos volumes mínimos contratados, conforme as condições previstas no acordo. Esses compromissos passarão a valer a partir do início das operações comerciais do projeto ou de 1º de janeiro de 2029, o que ocorrer primeiro.

    Ao longo do prazo inicial do acordo, os volumes mínimos de carbonato misto de terras raras comprometidos com a Solvay representam aproximadamente 70% da produção prevista do Colossus. O contrato abrange sete elementos, incluindo também samário, gadolínio e ítrio. A receita de US$ 915 milhões considera apenas os quatro elementos sujeitos aos preços mínimos.

    Dessa forma, a Viridis poderá obter receitas adicionais com a comercialização dos demais elementos, com eventuais vendas de volumes superiores aos contratados e com a valorização das cotações internacionais. Produção e financiamento O acordo entre as companhias foi anunciado inicialmente pela Solvay nesta quarta-feira (4), mas os detalhes financeiros foram apresentados posteriormente pela Viridis em comunicado ao mercado australiano. O fornecimento terá início previsto em 2028 e seguirá até dezembro de 2034, com possibilidade de renovação por mais cinco anos, mediante entendimento entre as empresas.

    O material produzido no projeto Colossus será destinado à unidade industrial da Solvay em La Rochelle, na França, considerada uma das principais instalações de separação e purificação de terras raras fora da China. A parceria também prevê a possibilidade de transferência de tecnologia para o Brasil. As empresas discutem um acordo separado pelo qual a Solvay licenciaria tecnologias e prestaria assistência técnica à Viridis para a produção de um carbonato de terras raras de maior valor agregado em território brasileiro.

    Esse entendimento, entretanto, ainda não foi formalizado. O diretor-executivo da Viridis, Rafael Moreno, afirmou que o contrato contribui para reduzir os riscos comerciais do empreendimento e oferece maior segurança para o avanço dos investimentos. “É importante destacar que essa parceria vai muito além do fornecimento.

    A Solvay traz décadas de experiência e tecnologia na separação de terras raras, parte das quais trabalharemos em conjunto para trazer ao Brasil, apoiando nossa estratégia de desenvolver capacidade de processamento e capturar uma parcela maior da cadeia de valor das terras raras no próprio país”, disse o executivo. A companhia informou que já assegurou recursos por meio de financiamento com capital próprio e está em estágio avançado de negociação para concluir o financiamento por dívida necessário ao desenvolvimento do Colossus. O acordo ocorre em um momento de crescente interesse internacional pelas terras raras, utilizadas na fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e outras tecnologias estratégicas.

    A China concentra grande parte da capacidade mundial de processamento desses minerais, o que tem levado países europeus e outras economias a buscar fornecedores alternativos e reduzir a dependência das cadeias produtivas chinesas. ]]>

    Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.

    Leia a matéria completa em CNN Brasil →