Voo da fuga de Flávio foi pago por intermediário a partir dos EUA
O voo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para fugir do Brasil foi contratado e pago por um intermediário por meio de uma conta bancária nos Estados Unidos. A informação foi dada pelo empresário argentino Luis Grande , dono da companhia aérea Baires Fly , responsável pelo transporte de Flávio. Em entrevista à AFP , Grande não revelou a identidade do intermediário.
“Fui contratado por um broker que conheço há 10 anos, que vende voos e mora nos EUA” , afirmou o empresário por telefone, a partir da Flórida. A informação sobre o broker , que tem dupla nacionalidade argentina e norte-americana e vive na Flórida, foi divulgada inicialmente pelo jornal Perfil , da Argentina. Grande acrescentou que o intermediário transferiu US$ 150 mil (cerca de R$ 800 mil) de uma conta de sua empresa em um banco norte-americano para uma instituição financeira argentina.
O empresário afirmou que não conhece a pessoa que contratou o intermediário. Segundo Grande, o próprio broker disse que desconhecia o contratante antes da operação envolvendo o voo de Flávio. Segundo o New York Times , o assessor de comunicação da Casa Branca Jason Miller foi quem providenciou o jato particular usado por Flávio.
A Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Candidato derrotado nas eleições presidenciais, Flávio fugiu do Brasil depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal . O magistrado também havia determinado que o senador não deixasse o território brasileiro.
A medida foi tomada no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro com o uso de empresas de apostas e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz . out). Cruzaram a fronteira com a Argentina e, de lá, seguiram para os Estados Unidos, com breve parada no Equador.
out). O New York Times também informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), autorizou a entrada temporária de Flávio e de seus familiares no país. O senador teria recebido autorização de permanência temporária pelo mecanismo conhecido como parole , concedido em situações humanitárias urgentes ou de benefício público significativo.
Uma autoridade norte-americana afirmou que Flávio poderá solicitar residência permanente ( green card ) posteriormente. out). Dos EUA, divulgou uma nota em que alegou ser o “líder do Brasil” .
Em uma versão anterior do texto, ele se autoproclamava o “ verdadeiro presidente eleito ” do país, mas recuou uma hora depois e alterou para o novo termo. Segundo Flávio, ele não deixou o país em fuga, mas como parte de uma estratégia política para evitar o que descreve como perseguição judicial. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece” , declarou.
Sem apresentar provas, Flávio associou a vitória de Lula a um golpe de Estado. ]]>
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