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    Whey protein para cachorro existe, mas não é igual o suplemento para humano
    CNN Brasil·19 de set., 19:00

    Whey protein para cachorro existe, mas não é igual o suplemento para humano

    Suplementos à base de proteínas para cães existem e muitos pets podem precisar deles, porém isso não significa que você pode dar o whey protein desenvolvido para humanos para os animais. Apesar do suplemento humano ter como ingrediente principal a proteína do leite, a formulação normalmente contém outros ingredientes como adoçantes, aromatizantes e aditivos que fazem mal aos pets. Essas substâncias podem provocar uma liberação intensa de insulina e levar a uma queda rápida da glicose no sangue.

    Em casos graves, a intoxicação pode causar convulsões, coma, alterações de coagulação e insuficiência hepática. “O maior alerta é com relação aos adoçantes que podem causar hiperglicemia e lesões hepáticas. Há ainda o excesso de proteína, que pode levar a diarreias, vômitos e desconforto gastrointestinal, além do desbalanceamento da dieta e do acréscimo de gorduras e calorias extras”, explica Haltiane Alves, veterinária e responsável técnica do Pet de TODOS.

    Leia Mais Envelhecimento dos pets: 50% dos tutores evitam falar sobre o assunto Como preparar seu cachorro ou gato para viajar com segurança O que acontece no cérebro na relação tutor-cachorro? Ciência estuda Whey para cães é específico Existem suplementos proteicos desenvolvidos especificamente para cães, inclusive produtos que utilizam a proteína do soro do leite como base. Mas além dessa fonte proteica, esses alimentos contêm nutrientes e a quantidade adequada varia de acordo com o animal.

    Outro ponto importante é que nem todo cachorro que apresenta perda de massa muscular, baixo peso ou dificuldade para se recuperar de uma doença precisa necessariamente de suplementação. Esses sinais podem ter diferentes causas e precisam ser investigados antes que qualquer suplemento seja incluído em sua rotina. “Existe suplemento vitamínico em pó, que pode ser administrado na ração, no alimento úmido ou diluído em água, como o whey de humanos, e há também a apresentação em barra.

    As duas formas são de uso oral e tanto a administração quanto a quantidade não devem ser definidas apenas pelo peso do animal. É necessário considerar a alimentação que ele já recebe, o estado corporal, a idade, a condição clínica e o objetivo da suplementação”, detalha Alves. Na maioria dos casos, cães que recebem uma alimentação completa e balanceada não precisam de suplementos, mas a necessidade pode surgir em situações específicas, como em determinadas doenças, períodos de recuperação ou quando há dificuldade para atender às necessidades do animal apenas com a alimentação tradicional.

    Nessas situações, o suplemento não é necessariamente usado apenas para aumentar a quantidade de proteína, ele faz parte de uma estratégia nutricional definida pelo veterinário para atender a uma necessidade específica. Por outro lado, aumentar a quantidade de proteína sem saber se o animal realmente precisa dela pode seguir na direção oposta e causar danos à saúde, como no caso de cães com doença renal crônica. Nessa condição, os cachorros apresentam restrições específicas, incluindo redução de fósforo e, em determinadas formulações, controle do teor de proteína.

    “É importante não considerar que todo cão com perda de peso ou de massa muscular precisa de mais proteína. Cães idosos, animais com doenças crônicas, pacientes muito debilitados ou em recuperação de doenças e cirurgias, animais em gestação e lactação e casos de desnutrição, sarcopenia ou caquexia podem apresentar necessidades nutricionais específicas. Nesses casos, a quantidade e a qualidade da proteína devem ser avaliadas individualmente”, acrescenta a veterinária.

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