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    ‘Xarope de múmia’ era feito de cadáver para curar gripe na Idade Média — e a ciência agora descobriu um segredo inesperado
    CNN Brasil·01 de nov., 13:00

    ‘Xarope de múmia’ era feito de cadáver para curar gripe na Idade Média — e a ciência agora descobriu um segredo inesperado

    Os egípcios foram responsáveis por diversos avanços que contribuem para a sociedade moderna até hoje. Recentemente, um estudo da Universidade de Marburg, na Alemanha, revelou que uma substância extraída de múmias pode apresentar propriedades capazes de proteger os seres humanos contra sintomas de gripe. A pesquisa, publicada na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), sugere que a “mumia vera aegyptiana”, um medicamento utilizado principalmente na Idade Média, continha materiais derivados de humanos embalsamados, faixas, cera de abelha, pele e tecido mumificado.

    Os médicos da época também acreditavam que as propriedades curativas dos mortos poderiam ser transmitidas aos vivos. Um dos extratos da análise apresentou um efeito protetor moderado para cicatrizações de ferimentos, dores de cabeça e danos induzidos pelo vírus da gripe. Mas, a pesquisa ressalta que os resultados não fornecem evidências de que o remédio histórico fosse eficaz contra a gripe em humanos, apesar de fontes textuais indicarem seu uso para sintomas graves de resfriado, como tosse, dor de garganta e tontura.

    Tumba no Egito revela 16 corpos humanos e um cachorro mumificados Quando os reis morriam, os servos eram sacrificados no Antigo Egito, apontam novas evidências descobertas em análise de restos humanos Múmia egípcia desenterrada com texto literário no abdômen é encontrada Outras duas amostras da análise também indicaram compostos associados à planta babosa , usada atualmente para fins de saúde e bem-estar, como loções pós-sol. A pesquisa acredita que essa seja a primeira vez que a babosa foi identificada em materiais de embalsamento por meio de análise molecular. No entanto, como ela apareceu em poucos objetos, acredita-se que seu uso possa ter sido restrito a certas práticas.

    “Esta descoberta é significativa para a pesquisa por dois motivos: até agora, a babosa não havia sido identificada como um componente dos materiais de embalsamento do antigo Egito por meio de análise molecular. Ao mesmo tempo, a babosa foi associada a materiais de múmias usados ​​como medicamento em séculos posteriores, particularmente em textos medievais”, disse a Dra. Tanja Pommerening, que dirige o único Instituto de História da Farmácia e da Medicina da Universidade de Marburg.

    Textos medievais mencionavam ligações entre a babosa e medicamentos feitos com material de múmias, mas os cientistas acreditavam que os autores estavam apenas especulando. Cientistas revelam novos detalhes sobre múmia egípcia “assustada” ]]>

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