Zema decide manter candidatura e planeja apoiar Flávio no segundo turno
Romeu Zema decidiu manter a candidatura à Presidência da República até o fim primeiro turno, apesar da pressão de lideranças do Novo e do Partido Liberal (PL) por uma aliança imediata com Flávio Bolsonaro. O ex-governador mineiro conversará com a alta cúpula do Novo ainda nesta terça-feira, 29, para comunicar a decisão. Zema e o candidato a vice-presidente na chapa, senador Eduardo Girão, devem argumentar que a permanência na disputa até 4 de outubro é a atitude mais correta com os eleitores que escolheram a candidatura do partido Encerrado o primeiro turno, o plano é outro.
Zema pretende declarar apoio a Flávio já no dia seguinte à votação e se colocar à disposição para participar da campanha do Zero Um. A estratégia é similar à adotada em 2022. Naquele ano, depois de ser reeleito governador no primeiro turno, Zema declarou apoio a Jair Bolsonaro na disputa contra Lula e participou da campanha do então presidente em Minas Gerais.
Lideranças do Novo preferem aliança com Flávio Entre lideranças do Novo e candidatos do partido à Câmara e ao Senado, há quem defenda uma estratégia diferente . A maioria avalia que uma aliança de Zema com uma candidatura presidencial mais competitiva já no primeiro turno poderia favorecer o desempenho da legenda nas eleições para o Congresso. A disputa pelas vagas na Câmara é importante para o Novo, que atualmente reúne cinco deputados federais.
Para superar a cláusula de desempenho em 2026, a legenda precisa eleger pelo menos 13 deputados, distribuídos por nove Estados, ou obter 2,5% dos votos válidos para a Câmara em todo o país, com ao menos 1,5% em nove Estados. O cumprimento de um desses critérios garante acesso aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão. O grupo que defende a aliança com Flávio também está preocupado com o resultado eleitoral de Zema.
Integrantes do partido avaliam que chegar às urnas com uma votação baixa poderia enfraquecer politicamente o ex-governador depois da eleição. O exemplo mais citado é o do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, hoje aliado de Lula. Em 2018, quando concorreu à Presidência pelo PSDB, Alckmin terminou o primeiro turno em quarto lugar, com pouco mais de 5 milhões de votos, o equivalente a 4,75% dos votos válidos.
As pesquisas da reta final reforçaram essa preocupação. No levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta terça-feira, 29, Zema aparece com 1,3% das intenções de voto. Lula registra 45,3%, e Flávio, 42,2%.
A pesquisa ouviu 5 mil eleitores entre 23 e 28 de setembro e tem margem de erro de um ponto porcentual. v=5Sb0hoLpCbg O post Zema decide manter candidatura e planeja apoiar Flávio no segundo turno apareceu primeiro em Revista Oeste . ]]>
Resumo publicado pelo SJX NEWS. O conteúdo integral pertence ao veículo de origem.
Leia a matéria completa em Revista Oeste →
