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    Redação SJX

    Texto próprio da nossa redação

    Redação SJX·28 de outubro de 2026 às 10:00

    Lincoln Gakiya sinaliza disposição para chefiar eventual Ministério da Segurança

    O promotor Lincoln Gakiya, referência no combate ao crime organizado, declarou estar apto a assumir a pasta da Segurança Pública projetada para o próximo mandato de Lula. O integrante do Gaeco defende a aprovação da PEC da Segurança Pública ainda em 2026 como medida essencial para a coordenação nacional no setor.

    O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, manifestou publicamente sua disponibilidade para assumir o comando de uma eventual pasta dedicada exclusivamente à Segurança Pública. A criação desse ministério, que hoje encontra-se sob a tutela da estrutura do Ministério da Justiça, foi colocada como uma meta para um possível 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declaração recente, Gakiya afirmou que receberia com honra o convite para colaborar com o governo federal nesta área, caso a reestruturação ministerial seja de fato concretizada.

    Atualmente, a gestão da segurança pública no Brasil é uma atribuição constitucional concentrada predominantemente nos entes estaduais. Gakiya tem reiterado que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, com votação pretendida ainda em 2026, é fundamental para alterar esse cenário. Na perspectiva do promotor, a aprovação do texto permitirá que o governo federal assuma responsabilidades compartilhadas na segurança, superando o modelo atual em que a União atua de forma limitada e sem as prerrogativas necessárias para uma integração abrangente.

    A carreira de Gakiya é reconhecida por sua atuação técnica contra facções criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC). O promotor foi um dos articuladores responsáveis pelo pedido de transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o sistema penitenciário federal. Além disso, seu trabalho foi central na investigação da Polícia Federal, em 2023, que frustrou um plano de atentados contra autoridades, incluindo o ex-senador Sergio Moro. O nome do especialista tem ganhado destaque em discussões sobre a gestão da área, tendo sido mencionado anteriormente pelo candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, como uma opção técnica para o comando de uma pasta de segurança em um eventual governo sob sua gestão.

    O debate sobre as estruturas de combate ao crime organizado envolve, segundo o promotor, a necessidade de mecanismos permanentes de intercâmbio de dados entre o Ministério Público, as forças policiais estaduais, a Polícia Federal, a Receita Federal e o sistema carcerário. Em depoimento prestado à CPI do Crime Organizado em novembro de 2025, Gakiya defendeu o endurecimento das penalidades impostas a membros de facções e advogou por uma política que amplie o tempo de permanência de detentos ligados ao crime organizado em regime fechado.

    O cenário de segurança também é monitorado por Gakiya sob a ótica internacional. Em maio de 2026, o promotor analisou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Para o especialista, a medida possui um peso significativo, podendo impactar o sistema financeiro nacional e alterar de forma direta os protocolos de colaboração entre as polícias brasileira e americana.

    Com informações de