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    Redação SJX

    Texto próprio da nossa redação

    Redação SJX·02 de novembro de 2026 às 19:00

    Petróleo sofre queda expressiva com sinais de diplomacia entre Teerã e Washington

    Os preços internacionais do petróleo recuaram mais de 8% nesta segunda-feira diante de possíveis avanços nas negociações de paz no Oriente Médio. O mercado, contudo, mantém cautela devido a alertas de bancos de investimento sobre a volatilidade e riscos de oferta a longo prazo.

    O mercado global de petróleo registrou uma queda acentuada nesta segunda-feira, com as cotações do Brent e do WTI recuando mais de 8% durante o pregão. O movimento de desvalorização foi impulsionado por relatos de diálogos diplomáticos entre autoridades iranianas e mediadores do Catar, que alimentaram a perspectiva de um possível arrefecimento do conflito no Oriente Médio. Por volta das 15h40, o petróleo Brent, referência global, era negociado próximo aos US$ 104, enquanto o WTI norte-americano operava abaixo dos US$ 96 por barril.

    O otimismo dos investidores reflete uma possível mudança no tom das relações diplomáticas. De acordo com informações de bastidores, um rascunho de proposta para encerrar as hostilidades está sendo analisado, com negociações descritas por autoridades iranianas como progressivas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que o país mantém suas opções abertas, equilibrando a postura defensiva com a disposição para a diplomacia. Em paralelo, o governo iraniano ventilou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o escoamento global de energia — e retomar conversas sobre o programa nuclear, desde que condições específicas sejam atendidas por Washington.

    A posição do governo dos Estados Unidos tem sido observada de perto pelos mercados. Embora o presidente Donald Trump tenha reiterado a proibição de armas nucleares em solo persa, o secretário de Estado, Marco Rubio, sinalizou durante o fim de semana que a administração norte-americana prioriza, neste momento, uma solução negociada em detrimento de ações militares diretas. Essa sinalização de busca por um canal diplomático tem sido o principal fator de alívio para os preços, que vinham operando sob forte prêmio de risco geopolítico.

    Apesar do recuo imediato, especialistas do setor alertam que a estabilidade dos preços ainda é incerta. O banco Goldman Sachs elevou recentemente suas projeções para o valor do barril nos próximos anos, citando que a infraestrutura petrolífera da região permanece vulnerável a ataques e danos físicos. A instituição financeira estima que, caso a produção de petróleo na região do Golfo se mantenha abaixo dos níveis médios de 2025, o preço do Brent pode atingir a marca de US$ 140 até 2027.

    O cenário permanece complexo, com o mercado monitorando se a disposição ao diálogo será efetiva ou se a tensão regional voltará a se intensificar. A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como um divisor de águas para a normalização do fluxo de suprimentos, mas a desconfiança mútua entre Teerã e Washington ainda é considerada um ponto de estrangulamento para qualquer acordo definitivo. Por ora, investidores continuam a digerir o impacto dessas sinalizações nos estoques globais e na precificação do risco de suprimento.

    Com informações de