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    Texto próprio da nossa redação

    Três Horas Para Viver: produção investe em recursos práticos para cenas de ação
    Redação SJX·31 de outubro de 2026 às 19:00

    Três Horas Para Viver: produção investe em recursos práticos para cenas de ação

    O filme Três Horas Para Viver estreou nos cinemas brasileiros com foco em sequências de perseguição e coreografias de combate. A direção utilizou estruturas físicas adaptadas para permitir a captura de imagens em 360 graus dentro de automóveis.

    O longa-metragem Três Horas Para Viver estreou no circuito cinematográfico brasileiro na última quinta-feira (29), trazendo como protagonista o ator Alan Ritchson no papel de um ex-soldado chamado Hank Malone. Na trama, o personagem aceita a tarefa de realizar o transporte de um órgão destinado a uma criança que aguarda um transplante urgente. A missão, contudo, é interrompida por um cartel, dando início a uma perseguição que coloca o protagonista ao lado de Ben Bishop, interpretado por Owen Wilson. O elenco do filme também inclui o ator brasileiro Rodrigo Santoro, que interpreta o antagonista Damián Zaldívar.

    A direção do projeto ficou a cargo de Scott Waugh, cineasta que possui histórico profissional como dublê. Conforme o material divulgado pela produção, a concepção das cenas de ação priorizou a execução de efeitos práticos realizados diretamente diante das câmeras, buscando conferir uma maior sensação de realidade às sequências de violência e tensão. O produtor Todd Garner destacou que a intenção da equipe era garantir que a crueza dos momentos de confronto fosse sentida de forma tangível pelo espectador.

    Um dos pontos centrais da logística de filmagem foi a grande quantidade de cenas que ocorrem no interior de veículos em movimento, totalizando cerca de 40 páginas do roteiro dedicadas a esse cenário. Para viabilizar a captura de imagens nesses espaços reduzidos, Scott Waugh apresentou uma solução técnica específica. O diretor utilizou uma estrutura física, desenvolvida originalmente para um projeto anterior paralisado pela pandemia de Covid-19, que permitia a remoção de partes do carro e a complementação da estrutura com recursos visuais, facilitando o posicionamento da câmera em ângulos de 360 graus.

    Essa abordagem permitiu que a equipe evitasse as limitações dos enquadramentos convencionais, restritos ao uso das janelas ou do para-brisa dos veículos. De acordo com Alan Ritchson, essa escolha técnica foi determinante para definir a identidade visual das perseguições automobilísticas presentes no filme. A tecnologia alcançou seu ponto de maior destaque na execução de um plano-sequência, identificado pela equipe de produção como The Oner, que busca integrar movimento e continuidade entre os veículos durante cenas de alta velocidade.

    O planejamento das sequências de combate também buscou diferenciais estéticos, evitando a repetição de movimentos. A equipe de Waugh implementou três estilos distintos de luta para o protagonista, ajustados ao perfil de um ex-militar. Além disso, a produção adotou a estratégia de acompanhar a trajetória de personagens secundários, como os capangas, mesmo após serem atingidos durante as lutas. Essa técnica visava criar pequenas narrativas paralelas que dessem fluidez e continuidade aos confrontos, afastando a narrativa do padrão de tratar adversários como elementos descartáveis no cenário de ação.

    Com informações de