SJX NEWS

    Redação SJX

    Texto próprio da nossa redação

    Redação SJX·25 de outubro de 2026 às 19:00

    TSE encerra 2º turno com foco em normalidade e logística de acessibilidade

    O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou o pleito sob controle, destacando a eficiência do sistema eletrônico e a redução de incidentes. O tribunal também reforçou ações de transporte para pessoas com mobilidade reduzida e povos originários.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o processo de votação do segundo turno das eleições brasileiras de 2026 com um balanço focado na estabilidade institucional e na fluidez do sistema eletrônico. Segundo o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, a utilização de cédulas de papel foi inexistente, tratando-se apenas de um registro histórico que não encontrou eco na realidade tecnológica atual. O magistrado reforçou que o modelo de urna eletrônica garantiu a integridade do processo, minimizando episódios que pudessem comprometer a legitimidade do sufrágio.

    Em termos de ocorrências policiais e judiciais, o levantamento oficial contabilizou 138 registros em todo o território nacional. Dentre os problemas identificados, destacaram-se 40 tentativas de violação do sigilo do voto, 19 casos de propaganda irregular e três denúncias envolvendo compra de votos. O ministro ressaltou que, embora esses números existam, eles representam uma fatia ínfima diante da magnitude do colégio eleitoral brasileiro, caracterizando o pleito como uma manifestação cívica organizada e dentro dos parâmetros democráticos esperados pelas instituições.

    Um dos pontos centrais da atual gestão no TSE foi o suporte à mobilidade. Pelo programa inédito “Seu Voto Importa”, a Justiça Eleitoral atendeu 2.518 solicitações de transporte para eleitores com deficiência ou restrição de mobilidade. No caso de populações indígenas e quilombolas, onde a logística apresenta desafios geográficos severos, o tribunal manteve planos de contingência em parceria com órgãos como a Polícia Federal, as Forças Armadas e a OAB. Dados parciais indicam que, apenas no primeiro turno, mais de 7.400 pessoas pertencentes a esses povos foram beneficiadas com medidas de deslocamento.

    Questionado sobre a postura do tribunal frente ao aumento da judicialização, Nunes Marques defendeu a neutralidade da presidência do TSE. O magistrado negou que o órgão tenha atuado como um agente político ou exercido poder de polícia de forma discricionária. Segundo ele, as decisões monocráticas tomadas pela Corte foram resultado de provocações formais das partes envolvidas, com mais de 80% das medidas referendadas posteriormente pelo plenário, o que demonstraria um alinhamento institucional frente às controvérsias judiciais que, tradicionalmente, marcam o período eleitoral no país.

    O combate à desinformação também recebeu atenção especial nesta etapa decisiva. O tribunal optou por não criar novos protocolos, preferindo intensificar a atuação das suas salas digitais e climáticas já existentes. O reforço nas equipes de monitoramento permitiu um diálogo mais ágil com as plataformas de redes sociais, visando barrar a propagação de conteúdos falsos que pudessem causar danos à integridade do processo democrático. O balanço final do tribunal reafirma a confiança na estrutura operacional montada para o pleito, que contou com o acompanhamento presencial de lideranças do Legislativo, como os presidentes da Câmara e do Senado.

    Com informações de